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Você conhece MoneyGuru?

2020.11.26 01:41 Designer_Drawing Você conhece MoneyGuru?

O que é MoneyGuru?
Por meio de extenuantes horas de pesquisa, posso dizer que o MoneyGuru é um " recebedor de pagamento". Se você não sabe o que é um GPT, não sei onde você esteve. Mas basicamente, você é pago para fazer as coisas. Bastante autoexplicativo. Você é pago para compartilhar e espalhar sua influência e para realizar tarefas. Você é pago para revisar anúncios. Trabalho muito simples aqui.
Como afirmei anteriormente, MoneyGuru é uma rede de afiliados. Basicamente, o que eles fazem é dar a você uma certa quantia de dinheiro para cada pessoa que você convida para seu site e também para qualquer pessoa que clicar em seu link.
A forma como funciona é que basicamente você ajuda a trazer tráfego da web para seu site, o que chama a atenção dos anunciantes. Eles pagam com base na atenção que você lhes deu.
Além disso, o MoneyGuru permite outra maneira de ganhar dinheiro, você pode ganhar dinheiro completando tarefas e ofertas, como pesquisas rápidas de 2 minutos. Para cada tarefa que você completa, você é pago de acordo. Parece bom demais para ser verdade, mas analisaremos mais a fundo.
MoneyGuru foi estabelecido há anos, então eles têm um histórico estabelecido no jogo. Eles sabem o que fazer e como fazer com que você seja pago por sua influência. Eles foram estabelecidos em Londres e têm uma página inteira “sobre nós” se você quiser ler mais sobre isso.
MoneyGuru também possui uma página de termos e uma política de privacidade, mostrando sinais de uma empresa real.
Para ser honesto, era cético em relação ao MoneyGuru, com razão. Já fui enganado tantas vezes por sites que afirmam fazer o mesmo que o MoneyGuru. É como um coração partido. Uma vez que você fica com o coração partido, começa a duvidar dos relacionamentos. MoneyGuru restabeleceu minha confiança, e sou eternamente grato por isso. Deixe-me dizer-lhe como.
Como funciona o MoneyGuru?
Fora isso, gostei muito da produção do site deles. Os gráficos são atraentes e se adaptam bem à interface do usuário. Aspectos esteticamente agradáveis ​​permitem fácil navegação e compreensão. Além disso, na página principal, eles têm uma calculadora que você pode usar para estimar quanto vale sua presença nas redes sociais.
Assim que sua página da web é configurada, você pode dizer que eles investiram seu tempo e esforço nisso. É muito bem feito com uma perda de recursos legais nele.
Como se eles tivessem um feed do Twitter ao vivo, o que é muito legal na minha opinião, acho que eles fariam menos esforço se fosse uma farsa.
A Reintegração
Então, basicamente eu encontrei o site e acho que $ 10 foram oferecidos apenas para me cadastrar. Esses $ 10 me deram PTSD, pois sites clones ofereciam o mesmo incentivo. Eu me inscrevi com cautela e, cara, estou feliz por ter feito isso!
MoneyGuru torna muito fácil ganhar dinheiro. Primeiro, você obtém um código de referência exclusivo que envia para qualquer pessoa que você conhece. Como qualquer pessoa. Qualquer pessoa.
Você ganha dinheiro apenas por enviá-lo. Se eles realmente usarem seu link, você receberá mais dinheiro. Enviei aquele código para tantas pessoas que é uma loucura como não fui bloqueado. Então mande isso para seus vizinhos, seus amigos, seus colegas de trabalho e não pare.
Além do código de referência, ao se inscrever, você verá um painel muito legal. Este painel é o seu hub. Ele informa quanto dinheiro você ganhou até agora e também quanto você pode estar ganhando.
O painel também possui tarefas e ofertas que aumentam ainda mais seu estoque. Eu me peguei verificando meu painel enquanto estava no meu trabalho "real" e com muita vontade de sair.
Essas tarefas são extremamente simples, incluindo algumas das quais são apenas pesquisas. Pesquisas. Não sei por que você ainda não se inscreveu.
Se você é uma dessas pessoas excessivamente cautelosas, vou aliviar suas tensões muito rápido. MoneyGuru é um site totalmente legal e honesto.
Empresas e marcas procuram a MoneyGuru em busca de formas de atrair clientela. Os “caminhos” que eles estão abordando somos nós, os influenciadores.
Eles se conectam a nós e usam nossa vasta conexão para encontrar maneiras de promover ou melhorar suas marcas. É por isso que as referências e ofertas são tão lucrativas, já que trazem receita para essas empresas.
Não sei sobre você, mas tenho certeza de que é assim que os negócios funcionam. Você atrai funcionários e os paga por sua ajuda para gerar lucros. Marketing simples.
MoneyGuru tem todos os estabelecimentos para torná-los uma verdadeira rede de afiliados, então não se preocupe. Se ainda não está convencido, basta ler as perguntas frequentes ou os termos (vinculativos) que eles têm em seu site.
Provas de pagamento Além de tudo isso, para provar sua legitimidade além disso, eles nos pagaram com comprovantes de pagamento ali mesmo na primeira página. Essas provas de pagamento são basicamente capturas de tela de clientes felizes e satisfeitos que podem atestar que estão recebendo o pagamento.
Essas provas variam de paypal a cash app e muito mais. É uma loucura que isso seja verdade. Aqui estão as provas que eles fornecem em sua página web.
Estes são apenas alguns dos muitos outros que podem garantir o MoneyGuru e seu processo de pagamento. Eu realmente ganhei com MoneyGuru?
A pergunta de ouro.
Durante meu tempo com MoneyGuru eu realmente aprendi muito. Aprendi que não há limites no que diz respeito ao trabalho árduo e trabalhei tão arduamente como sempre e que valeu a pena.
Na verdade, recebi o pagamento do MoneyGuru. Você também pode me adicionar à lista de muitos outros que o fizeram. Com sorte, se você estiver lendo isso, seja o próximo na lista.
Agora é a hora do melhor momento - hora do dinheiro. MoneyGuru oferece pagamento instantâneo através de muitos meios de comunicação, mas eu apenas uso o PayPal. Se você é da velha escola, há cheques enviados apenas para você. Se você está na nova escola, eles até têm Bitcoin. Sem desculpas agora.
Meu primeiro cheque de pagamento da MoneyGuru era de cerca de US $ 1.500, e isso era de um ponto de vista cauteloso. Se você realmente investiu, pode facilmente ganhar o dobro disso rapidamente.
O que você deve fazer depois de ler este post?
Depois de ler este blog, se eu fosse você, estaria indo para o MoneyGuru neste exato momento. Você deve começar a ganhar algum dinheiro. Neste ponto, você deve estar pronto para querer ganhar dinheiro perdido.
Com MoneyGuru, você tem a chance de tornar o impossível possível. Se você está procurando dinheiro para pagar a entrada do seu carro, inscreva-se no MoneyGuru. Se você precisa pagar seu aluguel, inscreva-se no MoneyGuru. Neste ponto, não deve haver nenhuma razão legítima para você ainda não ser membro do MoneyGuru, agora sou. Quero ganhar mais dinheiro com este site do que já ganhei. MoneyGuru é legítimo.
Conclusão
Vocês podem dizer agora que eu declaro o MoneyGuru legítimo, essa conclusão veio da experiência em primeira mão com o site.
Fiz todas as minhas pesquisas antes e depois que fiz a pesquisa, me inscrevi basicamente como um teste e acabei ganhando muito dinheiro com isso.
Agora estou transformando oficialmente o MoneyGuru em meu negócio lateral. Estou tentando ganhar o máximo possível com essa criação genial de fazer dinheiro.
Agradeça aos criadores do MoneyGuru por realmente cumprirem suas promessas. Muitos desses outros sites acabam roubando seu tempo e dinheiro, pensei, com certeza, o MoneyGuru era um desses sites, mas descobri que não são e sou grato por isso.
Tudo o que posso dizer é que vocês deveriam se inscrever. Agora. É isso aí. O MoneyGuru foi verificado e revelou-se legítimo e todos devemos ganhar dinheiro com este site, vamos aproveitar.
Wendel A Dias
https://ref.moneyguru.co/WendelDias
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2020.11.04 18:05 HerrChaac Una riata capaz de producir los 3 estados de la materia

Escribo esta historia mientras disfruto de una natilla de chocolate que me recuerda el dulce y marrón fluir del ritmo de mi vida, cremoso, espeso y de ratos grumoso.
Estaba regresando de hacer las compras en el supermercado con mi madre, la mujer que siempre me acompañó, me amo y me mimó con un cariño fuera de este mundo. Sus gustos musicales iban desde la música que sus padres le enseñaron, hasta el pop de finales de los 90 y principios de la década del 00. Para el instante en que me di cuenta de lo que estaba pasando íbamos en la cuarta pista del álbum de éxitos del verano de 1997. Los vidrios de mi ventana fueron los primeros en salir disparados como fragmentos de una Granada seguidos del crujido de la puerta de fierro barato con el que se construyen los automóviles de la Toyota. Era un camión de helados que un piedroso de la Colonia se había volado después de asaltar al pobre conductor que venía de su larga jornada vendiéndole paletas de nesquik a los niños que venían saliendo de la primaria en el turno de la tarde. En ese momento mi mente recordó que en una clase de biología de hace 4 años el maestro nos explicó que cualquier animal mayor a 50 kilos calificaba como megafauna. Es increíble como un niño de 7 años puede caer en esa categoría, malditos sean sus padres por amamantarlos con coca cola hasta que sus miados tuvieran la consistencia del jarabe de maíz. El camión de helados se paró de golpe transmitiendo a nuestro auto toda la inercia que su satánica y drogadicta conducción le acumuló. Vi mis dos piernas temblar como espaguetis recién cocinados un segundo antes de que nuestro vehículo comenzara a dar vueltas sin control al ritmo de BACKSTREETS BACK, ALRIGHT! TU TURURURU TU TURURU. Salí disparado por la ventana como si estuviera en modo creativo para después aterrizar sobre la suave ventana de cristal de un sex shop que estaba incómodamente en medio de la avenida, ahí desperté lleno de sangre, vidrios y el lubricante anal de máximo rendimiento que ten [8:01 p. m., 5/10/2020] Satán: Escribo esta historia mientras disfruto de una natilla de chocolate que me recuerda el dulce y marrón fluir del ritmo de mi vida, cremoso, espeso y de ratos grumoso.
Estaba regresando de hacer las compras en el supermercado con mi madre, la mujer que siempre me acompañó, me amo y me mimó con un cariño fuera de este mundo. Sus gustos musicales iban desde la música que sus padres le enseñaron, hasta el pop de finales de los 90 y principios de la década del 00. Para el instante en que me di cuenta de lo que estaba pasando íbamos en la cuarta pista del álbum de éxitos del verano de 1997. Los vidrios de mi ventana fueron los primeros en salir disparados como fragmentos de una Granada seguidos del crujido de la puerta de fierro barato con el que se construyen los automóviles de la Toyota. Era un camión de helados que un piedroso de la Colonia se había volado después de asaltar al pobre conductor que venía de su larga jornada vendiéndole paletas de nesquik a los niños que venían saliendo de la primaria en el turno de la tarde. En ese momento mi mente recordó que en una clase de biología de hace 4 años el maestro nos explicó que cualquier animal mayor a 50 kilos calificaba como megafauna. Es increíble como un niño de 7 años puede caer en esa categoría, malditos sean sus padres por amamantarlos con coca cola hasta que sus miados tuvieran la consistencia del jarabe de maíz. El camión de helados se paró de golpe transmitiendo a nuestro auto toda la inercia que su satánica y drogadicta conducción le acumuló. Vi mis dos piernas temblar como espaguetis recién cocinados un segundo antes de que nuestro vehículo comenzara a dar vueltas sin control al ritmo de BACKSTREETS BACK, ALRIGHT! TU TURURURU TU TURURU. Salí disparado por la ventana como si estuviera en modo creativo para después aterrizar sobre la suave ventana de cristal de un sex shop que estaba incómodamente en medio de la avenida, ahí desperté lleno de sangre, vidrios y el lubricante anal de máximo rendimiento que tenían en exhibición, esta cagado como pareciera que todo esta planeado desde un inicio, el lubricante anal trae lidocaína que sirve para disminuir el dolor durante la penetración, o en mi caso el dolor de 4 costillas rotas y 3 vertebras fracturadas. Las buenas noticias fueron que mi mama podría regresar a casa después de unos cuantos días en observación.
Las malas fueron que aparentemente el colon humano no está diseñado para soportar el equivalente a 5 verguiadas de Mike Tyson en 4 segundos. Teníamos poco tiempo para actuar y los doctores eran sumamente contundentes con su información sobre mi caso, no teníamos opción, mi culo estaba completamente obliterado por las fuerzas Newton de mi despegue y mis nalgas estaban totalmente inutilizables, iba a morir en cuestión de días cuando la mierda en mis intestinos se acumulara por no poder evacuar y mi vientre explotara como una fosa séptica a la que se le juntó la presion de sus gases orgánicos. Había una solución, un remedio peor que la enfermedad, la condición de mi maltrecho cuerpo no permitía la formación natural o artificial de un nuevo orificio para fungir como ano, por lo que había que emplear algún orificio que ya estuviera disponible.
Al principio fue un tormento, el dolor de las operaciones, el no poder moverme de la cintura para abajo, la reorganización antinatural de mis vísceras, mi madre me consolaba diciendo que todo dolor era pasajero, pero nadie ni nada me pudo haber preparado para el desafío que de ahora en adelante tendría que afrontar.
Aprendes a disfrutar de la sensación, con el tiempo, claro. Primero sientes la presión en el estomago que viene regularmente con las ganas de cagar, una sensación picante y grave que viaja de tu estómago hasta bajo tu ombligo, aquí es donde las cosas se ponen extrañas para mi, el área del perineo se entumece y mis bolas empiezan a cosquillear, un chorrito de orina con muchísima presión sale disparado de mi uretra precediendo el espectáculo que esta a punto de tomar lugar frente a la taza del inodoro, las venas del pene se hinchan mientras el tejido del tracto urinario se estira para hacer lugar al enorme pedazo de ñordo que baja desde mis intestinos, causando un doloroso placer al abrirse paso por mi órgano, el cual jamás en un millón de años podría haberse imaginado excretando heces humanas por su delicado ojo de cíclope. El estallido es resonante, como el de un pequeño cañón, disparando su marrón firme y apestosa carga hacia un charco de orines pungentes, amarillos casi naranjas. La cirugía hizo muchísimos estragos en mi organismo, pero es muy satisfactorio el poder contarle a la gente cercana a mi que desde aquel fatídico día puedo cagar de pie.
Fue solo cuestión de tiempo para que mis necesidades básicas se superpusieran sobre mis otras necesidades básicas, había algo en el morbo de ver cagar a mi pene que lo hizo extrañamente disfrutable, casi atractivo de mirar, supongo que fue la respuesta de mi cuerpo para no volverse loco de la repulsión cada vez que un granito de elote se asomaba en mis excrementos y raspaba eróticamente el interior de mi tracto urinario. Si querían saber como hacía pipi, mis orines se vaciaba cada vez que iba a hacer caca por la presión que mi colon modificado hacía sobre mi vejiga, pero aún podía orinar voluntariamente si así lo deseaba. Llego pues el día en donde decidí experimentar mi primera paja, unos cuantos meses después de mi operación final, sujete mi pene y me dispuse a ver algún video de orgías caseras en mi página porno favorita, fue extraño cuando noté que mi erección era un poco más gruesa de lo normal. El constante estiramiento de mi macana había suavizado mis tejidos al punto de que les permitió acumular mucho más sangre de lo normal, fue mi grata sorpresa antes de mi ingrato descubrimiento, la excitación hacia que mi pene soltara más gases de lo normal. En ese momento lo primero que pensé es que podía olvidarme de recibir sexo oral por el resto de mi vida, yo se que las mujeres son comprensivas ante los olores del acto sexual, pero dudo que alguien en su sano juicio disfrute la sensación de que se tiren un pedo dentro de su boca. Sin embargo la idea me causó un desconocido placer asqueroso, un pensamiento que me revolvió el estómago y me cosquilleo en las bolas.
Si alguna vez has respirado el aroma de la muerte, un animal atropellado, un matadero de vacas, sabes que es un olor que te debilita las rodillas, una sensación en el aire inquietante que le dice a cada nervio de tu cuerpo que salgas corriendo de ahí, es a lo que puedo comparar el olor de las descargas de mi próstata después de haber masajeado mi vigoroso miembro durante aproximados 15 minutos. Sabia que mi vida sexual era algo que había quedado en el olvido, si bien la noticia de mi pene cagante ya había tomado cierta notoriedad en mis redes sociales, no era algo que le contara a todo mundo. No me sentía acomplejado pero yo sabía que lo primero que pasaría por sus mentes es la imagen de de una fuente de helado escupiendo nieve de chocolate, por eso sabía que sería un problema si decidía continuar con mi relación.
Frida... corazón de mi vida, fuego de mis entrañas, dueña y señora de todas mis pajas, una bellísima mujer de tez morena y más o menos la misma estatura que yo, su hermoso cuerpo era más que suficiente para esclavizar la mirada de cualquier hombre mujer y entidad que tuviera la fortuna de posar su vista en ella y por si fuera poco, la intensidad de su mirada era tan grande que casi era rival para su descomunal intelecto y elocuencia. Frida, la mujer más poderosa bella e increíble que jamás había conocido fue la razón por la cual el orgullo de mi nueva máquina de churros se transformó en vergüenza y odio por mi mismo, sensación con la que jamás imaginé que tendría que lidiar, pues aunque yo no era ni la millonésima parte de lo perfecta que era ella no me consideraba alguien de mal ver.
Era ya un año desde el accidente que cambió mi vida, mi madre quiso llevarme a la iglesia para agradecerle a dios el habernos dado una segunda oportunidad de rondar su tierra, pero era también mi aniversario de 6 meses con aquella mujer que robó mi corazón. Ya avanzada la misa veía mi cuerpo y aunque lo más natural hubiera sido sentir ira contra aquel dios que se robó mi culo después de habermelo prestado durante 24 años, pensaba ¿si estoy hecho a imagen y semejanza del señor, es que el también cagaba por el pene? Y si fue así, de que tamaño era la santa verga de Jesús? Por donde cagaria la virgen María de haber perdido el ano igual que yo? Todas estas preguntas eran para distraerme de lo que sabía que se avecinaba, Frida era una mujer caliente, cachonda y pervertida como ella sola, hasta ahora había logrado mantenerla contenta con fajecillos y mamadas de pantufla, pero cada vez eran más directas sus insinuaciones de que necesitaba una buena rascada de tripas y solo un apéndice masculino saciaría su primal deseo. Quizá podía convencerla de que estaba guardandome para el matrimonio? No... alguna vez llegué a contarle de mi primera experiencia sexual cuando aún eramos amigos, a esa mujer no se le olvidaba el más mínimo detalle, a diferencia de mi que tenía que revisar 4 veces al mes su página de Facebook para asegurarme de que no se acercara su cumpleaños sin que yo ahorrara para comprar algún detalle nada pequeño para tan grande persona. Sin embargo el sermón de ese día logró tocar algo en mi interior, no se si fueron las poéticas palabras del señor sacerdote sobre el valor de la honestidad entre los siervos de dios, o si fueron las manchas de mole poblano que estaban en su sotana y me hacían pensar que estaba comiendo mierda hace apenas minutos de haber comenzado la ceremonia del mediodía. Era verdad, tenía que juntar el valor suficiente para confesarle a mi pareja que mi pene estaba descompuesto, que el destino me arrebató la capacidad de cagar como una persona normal, ella en su infinidad bondad sabría entender mi situación, quizá hasta encontrar una solución a nuestros problemas en la intimidad. Eran pasadas las 4 de la tarde, llegue a la casa de mi enamorada con el miedo de un niño pequeño que acaba de cometer una travesura y es cuestión de segundos para que sus padres vengan a regañarlo, estaba sudando frío, se me cortaba la respiración, toqué la puerta y en ese instante mi mano se paralizó con terror, fija en su posición sin que yo pudiera moverla, no pasa nada, no le tengo que confesar nada, veamos hasta que momento puedo mantener esta mentira de relación y conservar un poco de mi dignidad. Abrió la puerta. Mis ojos se quedaron clavados en los suyos, paralizados igual que el resto de mi existencia, blanca, fría, muerta, que grande fue el dolor de mi alma cuando mis labios comenzaron a moverse solos y pronunciaron las horrorosas palabras "tenemos que platicar de algo"
Imbecil, pendejo idiota pendejo imbecil, me repetía a mi mismo en cólera mientras avanzaba tomado de su mano hacia la sala de su casa, ella era una mujer con muchísima suerte, inmediatamente graduada de la universidad logró encestar su posición en una firma de abogados particulares que le permitieron independizarse de su familia, no como yo, fracasado, desempleado y estudiando una carrera que no iba en ninguna dirección. Llego el momento de sentarme en el sofá que habitaba en medio de la casa, como un gato gordo y orgulloso que ignoraba todos los conflictos a su alrededor, los instantes parecían eternidades, los recuerdos más vergonzosos de mi vida se proyectaban frente a mi como películas hechas solo para atormentarme en mi momento de mayor debilidad, el alivio para mi alma solo llegaría si se abría la tierra bajo nuestros pies y un cataclismo apocalíptico borraba a la humanidad del mapa en este momento, pero yo sabía que no existía un dios tan bondadoso como para hacerme el favor, después de todo fue su culpa que yo estuviera viviendo este calvario. ¿Todo bien? Parecía que era la primera vez que hablaba con ella, no sabía que decir, estaba atorado en un estado de catatonia, demasiado crudo y tenebroso como para describirlo con palabras, quería correr, quería llorar, quería terminar con todo lo más pronto posible, mi alma se quebró y rompí en llanto, su inocente cara de preocupación, tan cálida, tan tranquilizadora, con solo verla recupere mi humanidad y con ella el valor para contarle. Mi amor, no he sido honesto contigo. Con esto abrí el monólogo con el que iba a iluminar toda sombra de duda sobre por qué jamás invitamos a mi pene a nuestras conversaciones románticas. La adrenalina del momento nubla los recuerdos sobre mi conversación con ella, se que le conté a detalle mi punto de vista de la experiencia, le conté sobre mis procedimientos quirúrgicos, le conté con todo el pesar de mi corazón el por que yo jamás bajaba el asiento del baño, no importa cuántas veces fuera, para mi no había necesidad de sentarse, nunca más la tendría. Su perfecto rostro, tan pulcro que parecía haber sido tallado por los grandes maestros del renacimiento en el más fino mármol italiano, quedó con una expresión de sorpresa ¿quizá asco? ¿Quizá miedo? Quizá la naturaleza tan desagradable de mi situación le resultaba tan extraña que no había una forma correcta de responder...
Su mano se posó cálida y suave sobre mis pantalones. Mi susto fue tal que solté un pequeño gas por la punta de mi pichula, un gas pequeño corto y sonoro como el disparo de una pequeña pistola de tobillo, miró hacia mi entrepierna, con unos ojos de bestia salvaje, unos ojos que jamás había visto en su impecable cara, me susurró al oído cosas inexplicables, inentendibles, ella alguna vez escuchó la historia del milagro médico que fue mi órgano sexual, ella soñaba, fantaseaba con poder conocer una pija tan única en el mundo, una riata capaz de producir los 3 estados de la materia, como algo de ciencia ficción. Ella satisfacía sus pavorosos deseos sexuales masturbándose frenéticamente una y otra vez dejando a su imaginación que sería de la pobre salchicha aquella si se llegara a topar con esta máquina sexual de mujer. Mori en ese instante, había muerto 3 veces en los últimos 5 minutos y sin embargo el coloso tifón de emociones que me revolvían el estómago no se detenía, mi cerebro, mi mente, mi realidad no lo podía creer, en vez de darle asco esta mujer tenía fantasías sexuales con un pene que hacía caca, no sabía cómo proceder. Pero ella... ella se encargó de manejar mi cuerpo quien hacía un buen rato había perdido a su piloto y copiloto, yo no era más que un maniquí tieso y caliente a su merced, su mano frotaba mi entrepierna mientras su viscosa húmeda y rosada lengua subía y bajaba por mi cuello sin que yo pudiera decidir si lo disfrutaba o no, la naturaleza llamó, mi órgano genital, como una imponente estatua de bronce, tan dura que es indestructible, se erigió casi rompiendo mis calzoncillos, manchados de un coctel de sustancias, un poco de gas, un poco de orines, un poco de líquido pre seminal, ella respondió a esta involuntaria acción bajando mis shorts hasta mi rodilla, donde instantáneamente mi resorte salió disparado rebotando como si fuera de dibujos animados. BOIOIOIOIOIONGGGG, se detuvo unos instantes, estaba viendo la culminación de todos sus deseos más oscuros, estaba viendo lo que alguna vez fue para ella tan lejano que era prácticamente imposible, estaba observando el pito del hombre que más la amaba, y que ella más amaba en todo el universo. Estaban a punto de culminar el más hermoso acto de amor.
Yo había desayunado tlacoyos, un tipo de desayuno mexicano con base de pan untado de frijoles y con algún guisado, coronado de "pico de gallo" el cual me encantaba bañar sin medida de salsa picante, acompañado de una taza de café negro con un poco de azúcar. Todos estos, ingredientes para la perfecta tormenta de irritación intestinal que se pudiera concebir en el pensamiento, el mismo día que mi mujer se disponía con la rectitud de una bala y la fuerza de un elefante cargando, a meterse mi ano venudo largo y rosa en la boca, sabía que no debía, que le podía decir que cualquier otro día lo podíamos intentar y que hoy no era un buen momento, pero no pude, mis más bajos instintos animales me mantuvieron quieto como un León anestesiado mientras me dejaban la ñonga seca como un hueso. Yo hasta este momento desconocía dicha información, pero frida era capaz de succionar una pelota de béisbol a través de una manguera, su técnica de mamado conjunto a sus manos masajeadoras, podían sacarle semen hasta la pata de una silla, estaba tan perdido en la sensación, sensación que hacia más de un año no tenía el placer de disfrutar y a la vez tan fascinado por ver a este ser, tan candido como asqueroso, tan etéreo e inefable como repugnante, metía con fervor adentro de su garganta la parte de mi cuerpo por donde salían sustancias olores colores y sabores que no tenían nombre ni lugar en la civilización moderna. Tras un festín de sonidos golosos, viscosos y sensaciones paradisíacas sus pupilas se fueron a la dirección de las mías y sonrió, mientras sus labios mascaban mi prepucio con delicadeza. Su mirada inmarcesible me bajo de mi fantasía a la realidad, tan bruscamente que me tiré un pedo, un pedo directamente frente a su cara, nada podía prepararme para lo que la luz que entraba a mis ojos me permitió ver. Sus fosas nasales se abrieron como dos portones de una iglesia, y aspiraron violentamente el aire que de mi pene había emanando, sus ojos perdieron el brillo, llorando del dolor, del asco y del placer que claramente mi culo, que a la vez era mi cañon de hijos le había proporcionado, se volvió errática, se arrancó la ropa en un abrir y cerrar los ojos, salvajemente como una fiera en celo, violenta y agresiva, se montó en mi, que aún tenía los pantalones en las rodillas y en un acto que no podía haber anticipado por el contexto de mi situación, me golpeó el estómago con ambos puños, como si quisiera castigarme por no haberle contado mi penoso secreto antes, el golpe adelantó el flujo de mi tracto digestivo y adelantó un pequeño chorro de orina con tintes marrones que salió purulento, espeso y cálido por mi uretra, ella no aguanto la vista y lo limpio con sus dedos, para después limpiarlos con esa boca de actriz de Hollywood. Sus sentones, productos de la limerencia y la locura, eran tan deliciosos, tan rasposos y cálidos, húmedos y apretados iban de arriba a abajo y arriba a abajo con sus descomunales nalgas y sus tetas de campeonato internacional rebotando al mismo ritmo que bailaban sus caderas sobre mi pedazo de tripa. Ningún mortal debería ser capaz de sentir una liberación, un placer y un dolor tan fuera de este mundo como yo lo sentí en aquel momento, ella era una diosa, físicamente más fuerte que yo, ensartó sus garras de animal en la carne de mis hombros mientras el ritmo de su sube y baja se aceleraba al punto de que mi cadera empezó a crujir, ya no había duda, esta amazona estaba decidida a darme muerte por snusnu, el dolor en mi vientre se comparó al dolor que sentí hace un año, cuando perdí el asterisco entre mis nalgas. Podía sentía el fluir caliente de la hemorragia interna bajar por mi ombligo dirigiéndose a mi pene, pero en la intersección de mis canales excretores se juntó el mojón de mi abundante desayuno chilango, con el sangrado de mis heridas, que me causaban un dolor ardiente y obtuso como una patada en las pelotas. Su clitoris vibrante y rosado se frotaba contra mi pubis, el cual tenía muy poco pelo por naturaleza, mientras mi macana, la cual por primera vez en mi vida se sentía minúscula para complacer a esta mujer que parecía crecer de tamaño a cada segundo, golpeaba su útero con propósitos destructivos, no podíamos más, lo veía en sus ojos, mis huevos se arrugaron momentos antes de que mi glande se expandiera mostrando mis venas moradas sobresalir de mi piel blanca dentro de sus cachetones labios vaginales, que parecían haber estado hechos solo para mi en ese instante, fue rápido, más rápido sus pezones de hot cake me asfixiaban mientras sus piernas se apretaban sobre las mías para atorarme en un candado del que no había escapatoria, un escalofrío recorrió mi cuerpo y el tiempo se detuvo por un instante. El mojón, de forma ovoide, firme por la fibra con la que se crió, salió propulsado como la bala de un cañón, donde toda la fuerza la proporcionaba mi esperma, espeso, entre blanco y rojo por la sangre que lo acompañaba, mi eyaculación y mi cagada fueron tan violentas que cuando mis heces golpearon su matriz Frida salió casi disparada, mientras el semen seguía brotando mi verga como la leche sale del cartón cuando la viertes sobre tu café un lunes en la mañana, todo esto acompañado de unos gritos cavernícolas, unos bramidos tan infernales, que hacían imposible escuchar los gemidos de placer de frida, quien yacía en el piso en posición fetal, inseminada por mi caca tiesa y apestosa, temblorosa y sudorosa, la mujer que hacía instantes parecía el ser más poderoso del planeta ahora tenía más en común con un bebé recién nacido, vulnerable y frágil, ahora todo sería nuevo para ella, el mundo estaba lleno de posibilidades infinitas. Para mi después de la gloria fue la caída, sus sentones animales habían sido tan grotescos con mi pobre cuerpo que la tragedia se volvió a repetir, después de hablarle a la ambulancia y del traslado al hospital los rayos x confirmaron que mi vejiga había explotado como un globo de agua, y mi pelvis, fracturada en tantas piezas que parecía un rompecabezas de nivel avanzado, si quería volver a caminar la terapia sería intensa, insufrible, pero lo haría todo, lo repetiría y después de eso lo haría de nuevo, con tal de poder complacer las escatológicas fantasías de mi diosa. La prisa para ir al hospital fue tanta que no le dio tiempo de expulsar el tampón de mierda que cargaba en el vientre, era como repetir aquel capitulo de ren & stimpy donde tenían un hijo, de popo, con ojos de elote amarillo. Ella conservo el producto de mis tlacoyos como un recuerdo de nuestra coprofilica experiencia, la experiencia donde la sangre, el semen, la mierda, los orines y los pedos, convivieron alegres en una danza del placer que jamás se repetirá en la historia escrita. Ahora me despido, mientras termino mi natilla de chocolate en la cama del hospital, donde tardaré un año para poder recuperar la sensibilidad en mi pene, la habilidad de caminar sin andador y quizá una vez terminada la faena, satisfacer las enfermas y apestosas fantasías de la mujer que de ahora en adelante llamaré mi amada esposa.
Fin.
Si llegaste hasta aqui acabas de leer la mas perversa de las obras del admin de crimenposting, un horror tan obsceno que me averguenzo de poder llamarlo mio. Muchisimas gracias por compartir
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2020.10.28 00:21 SajiSlost ¿El encierro por la pandemia ha dejado algún cambio positivo en tu persona?

Este es mi segundo post, y es por mucho, mas largo que el primero, en este narro en si dos historias que me hicieron cambiar como persona, ambas ocurrieron en este encierro, espero que sea de su agrado y alguno guste colaborar dejando sus anécdotas.

Creo que todos estamos pasando por malos momentos con esta pandemia, pasamos por demasiadas dificultades, en especial aquellos que si estamos cumpliendo con la cuarentena y no salimos de casa pasa nada que no sea estrictamente necesario. Yo soy un joven de 19 años, el encierro en mi país empezó poco antes de mi cumpleaños, apenas en agosto del año pasado empecé a estudiar ingeniería ambiental, y debo decir que desde que el encierro empezó, han sido tiempos bastante difíciles, estudio la universidad por cuatrimestre, vaya, me graduaré mas rápido de lo normal, los que estudian una carrera universitaria así, saben que es una tortura ya que debes aprender mas rápido y cumplir con trabajos y exámenes mas seguido, y prácticamente, cumplir con todo estudiando de manera autodidacta, es una rutina muy cansada vivir todos los días haciendo solo el proceso de cama a computadora, de computadora a cama.
Conozco a mucha gente que se ha enfermado de COVID, y mis padres han perdido a varios conocidos por la enfermedad, aunque afortunadamente, ninguno de los mas cercaos ha muerto.
Fuera del tema de la universidad, la manera en que a mi me ha afectado es en relaciones amorosas, lo explico, he tenido pocas parejas a lo largo de mi vida, 4 para ser exactos, con la primera duré un año, hasta que ella se mudó a España y ya no pude saber nada de ella, con mi segunda novia me di dos oportunidades, la primera vez la corté por celosa, y la segunda terminamos porque me confesó haberme sido infiel, con la tercera ocurrió algo similar a la primera, ella se mudó a otro estado, y la cuarta fue la que me dejó un cambió tremendo, ella y yo fuimos pareja a partir de enero de este año, nos llevamos muy bien, fue en febrero que empezamos a hacer planes para nuestros cumpleaños (el mío es el 25 de marzo, y el suyo el 4 de abril), pero en encierro empezó en México el 13 de marzo, y ambos hicimos un acuerdo para no vernos y salir solo para lo necesario, todo con tal de que esto termine lo mas pronto posible, claro, yo cumplí con mi parte, en mi cumpleaños no hice nada mas que trabajos de la universidad, no hubo ningún festejo, pero la noche del 4 de abril, fue cuando vi estados de WhatsApp de ella, estaba de fiesta con su amigos, obviamente yo me enojé por ello, pero no le dije nada. Ya hasta la mañana siguiente, ella me envió un mensaje diciendo "me duele mucho la cabeza", yo sabía que era por la cruda. No quise pelear, pero ella notaba que yo era muy cortante en los mensajes, entonces me preguntó que tenía, y fue cuando le dije: "no estoy de acuerdo con lo que hiciste anoche, quedamos que no íbamos a salir, yo no hice nada por mi cumpleaños", estuvimos varios minutos alegando nuestros puntos de vista, ella dijo que se sentía encerrada, necesitaba salir, y claro, yo entendía eso, paso por lo mismo después de todo, pero no estaba dispuesto a ceder, ya que ella en ese entonces era de las personas que compartían cosas en Facebook que trataban de "concientizar" a los demás para respetar en encierro, y que hiciera eso, me pareció muy hipócrita de su parte, además de que ella me preocupaba mucho porque además, es asmática, así que se imaginarán, COVID sumado al asma, muy seguramente eso significa una muerte segura, entonces ella me dejó en visto. Decidí darle su espacio para que reflexione, pasaron un par de días, vi que mi número de amigos en Facebook, ella ya no me tenía agregado, entonces le hablé por WhatsApp, y ella directamente me dijo: "terminamos, no quiero estar con alguien que me esté controlando". No sé ustedes, pero yo no creo que la estuviese controlando, solo me preocupaba por su bienestar.
Extrañamente, esta fue la primera vez que al terminar una relación, no me dolía, pero supe que fue porque yo no quería estar con alguien que es incapaz de querer razonar con alguien y sobreponer su diversión por encima de las responsabilidades sociales que tiene con los demás.
Pdta: después me enteré que a ella le dio COVID, si se contagió el día de su cumpleaños, estuvo intubada dos semanas, logró recuperarse, aunque quedó con daño permanente en los pulmones.
Esta fue probablemente, la primera gran lección que me llevé esta pandemia, lo puedo aplicar al momento de establecer una amistad con alguien y para cuando quiera encontrar a otra pareja.
A principios de enero conocí a una chica, y fue la situación mas tercermundista en la que se puede conocer a alguien XD, estaba yo saliendo de la universidad que queda a afueras de la ciudad para ir a mi casa debo tomar el bus, me tocó ir de pie, y la vi a un lado de mi, en ese entonces yo tenía novia, si, pero creo que a todos nos ha pasado que cuando vamos en bus, vemos a alguien que nos deja pasmados pues literalmente tiene todo lo que nos gusta en una persona, una chica muy guapa y no mucho ma alta que yo (yo no soy bajito, tengo el promedio de altura de hombres en mi país, solo que literalmente ella es muuuy alta), no fue hasta que ella sacó su teléfono que me animé a hablarle, ella tenía de fondo a Inosuke de Kimetsu no Yaiba (un anime muy famoso), yo soy otaku, así que instintivamente le hablé ya que Inosuke es mi personaje favorito, hablamos de la serie, fue extraño que ella me siguiera la plática, creo que siendo una mujer en México, si alguien que no conoces, te habla en un autobús, te asustas y tratas de cortar la plática lo más rápido posible, México es un país en el que a las mujeres se les acosa mucho, y es sumamente exagerado, esa era la razón por la que no quise hablarle en primer lugar, pero bueno, ella y yo pudimos hablar bien ese día.
Hubieron varias ocasiones en las que nos topamos en la universidad después de ese día, tuvimos pláticas cortas, pero muy divertidas, pero cuando realmente nos fuimos acercando, fue después de cuando terminé con la chica que mencioné antes, fuimos conociéndonos mucho y muy rápido, hablamos de nuestros gustos, porque estamos en la carrera que escogimos, las cosas que vivimos en la preparatoria, e incluso cosas de nuestras antiguas ex-parejas.
Puede ser bastante extraño, pero hablar de las antiguas ex-parejas cuando vas conociendo a alguien, te ayuda mucho conocer a otro, si eres honesto, admites en que te equivocaste con esa persona, en que se equivocó ella, que cosas notaste que te hicieron mejorar como persona y dejar claro que buscas en tu siguiente pareja. Ella en algún punto de cuando platicábamos, me llegó a hablar de algunos acosadores que tuvo, nunca llegaron a hacerle nada, pero si la incomodaron bastante y durante tiempos muy prolongados, ella es modelo en realidad, no me sorprende con lo guapa que es.. desgraciadamente, toda mujer pasa por eso en algún punto de su vida, en especial las guapas, y hablar con ella, me hizo darme cuenta de que las mujeres viven bajo una presión constante todos los días, así que he tratado de quitar de mi persona muchas cosas que se consideran machistas.
Actualmente sigo hablando con esta chica todos los días, ella sabe que me gusta, y yo sé que le gusto, solo no hemos iniciado una relación porque no hemos podido vernos, ella me ha apoyado en muchas cosas a pesar de la distancia, yo también la he apoyado en lo que me es posible.
Ella es una chica maravillosa, muy inteligente, responsable, dedicada a su carrera y con grandes metas a futuro, me sorprende encontrar a alguien así en donde vivo, y que sobre todo, me haya dado la oportunidad de acercarme a ella y conocerla.
Ella quiere irse del estado, en cuanto termine su carrera, y probablemente lo hará antes de que yo termine mi carrara, pues ella es un año mayor que yo y terminará su carrera antes, y yo la apoyo en eso, nunca voy a tratar de ser un impedimento para ella y sus metas a futuro, la voy a apoyar en todo lo que se proponga, así como ella me ha apoyado en mis momentos de depresión por el encierro, pues la libertad de hacer lo que te propones, se ha vuelto algo muy importante para mi en este encierro.
En verdad, es una chica maravillosa, sé que quiero estar con ella en un futuro, y haré todo lo posible por estar con ella cuando acabe mi carrera y no dependa de mis padres.
Espero que alguien se lleve algo bueno después de leer esto, yo leeré sus anécdotas en los comentarios, y si alguien tiene una pregunta con respecto a este post y lo que he vivido, no duden en preguntar.
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2020.05.16 15:56 dxdtlucas Gay

Preciso de um conselho.Podem falar o que acham, me chamar de burro, sei que fui e estou sendo, mas preciso ouvir a verdade. Ensino Fundamental Sempre gostei de meninos.Desde a infância sabia que tinha algo de diferente.No ensino fundamental, sempre fui muito tímido, então para não andar só, pagava lanche para amigos, mas mesmo assim era maltratado e acabava só.Tentava contatos por facebook, mas nunca dava certo.Tentei suicídio aos 15, por conta dos problemas familiares e pessoas pelo os quais estava passando. Ensino Médio Já no ensino médio, com a pressão do vestibular, não tinha tanto tempo para isso, então resolvi tentar esquecer, mas não funcionou.Sempre fui zoado, e p padrão de estar só continuou a se repetir.Ainda não tinha ficado com ninguém. Faculdade Aos 17, passei na usp, uma boa faculdade, então tentei mudar, encontrar alguém, mas parece que escolhi o lugar errado: aplicativos de relacionamento. Daniel Acabei ficando com um homem ao qual não conhecia às 3 da manhã em um carro na cidade onde estudava, pois como estava longe da família, tinha esta liberdade.No outro dia fui novamente, esperando algo a mais, mas foi péssimo.Fui bloqueado.O que foi bom, pois podia ter sido roubado, ou até algo pior.Ele tinha 32, descobri que havia mentido o seu nome para mim, mas deixei esta relação para lá. Ian Encontrei ele através do facebook, foi carinhoso, e cursava a mesma faculdade que eu, porém em são paulo.Decidi então, cancelar a matrícula e ir atrás dele.Foi a pior decisão que tomei: ficamos 2 meses, fui traído e bloqueado novamente. Recomeço Ao me ver ser nada, decidi estudar sozinho para passar no curso de Engenharia Naval, o qual faço hoje. Bruno Ao decorrer do ano, o conheci em outro aplicativo.No início foi tudo bom, mas depois, por eu não querer fazer vídeos chamadas ou mandar áudios, dizia que eu era um Fake, fui humilhado quando tentava reatar, mas no fim, ele encontrou outra pessoa.Tem 25 anos. Douglas Encontrei ele meses depois, no mesmo aplicativo.Nunca o esqueci, pois disse que me respeitaria de todas as maneiras, mesmo não durando uma semana, alegou que eu o estava traindo e se desfez de mim.Esses dias, enviei uma solicitação, fui totalmente ignorado.Tinha 24 anos. Pietro O que eu mais gostei.Ele morava em uma cidade perto, quando me ligou pela primeirq vez, cheguei a gelar, era carinhoso e muito bom comigo.Nos encontramos e fui pedido em namoro.Mas algum tempo depois, ele começou a se afastar, e vi no celular dele, varios aplicativis baixados de relacionamento.Entendi o motivo e me afastei.Tinha 24 anos. Samuel Passei em Medicina esse ano, após alguns anos tentando.Estava de passagem em um aplicativo, e ele disse que morava em Goiás e vinha fazer um mestrado em minha faculdade, pareceu mentira algo assim ocorrer, mas decidi acreditar.Era verdade.Ele me contou sua história e eu a minha, nos entendemos.Na recepção da faculdade, não fui para poder sair com ele, me cobrava o pedido de namoro, mesmo eu dizendo que tudo deveria ocorrer com calma.Passou-se 1 mês, no dia 9 ele voltou de sua cidade, tinhamos planos de morar juntos, mas olhei o celular dele, e tinha um aplicativo de sexo, fiquei chateado, mas não demonstrei no momento.A noite entrei neste aplicativo e era ele mesmo.Tentou se desculpar e aceitei.Mas depois disso, nada deu certo, pois a confiança que era a base de tudo acabou.Nos falamos as vezes, ele pegou herpes labial, causado por um vírus sem cura. talvez de pessoas que ele tenha ficado enquanto estava comigo, passei um perigo sem saber. Recomeço Hoje, 16 de maio de 2020, acordei triste e achei o Reddit e decidi escrever este desabafo.Se você leu até aqui, muito obrigado!Sempre tomei antidepressivos e estou conseguindo parar, agora as 11:00 vou voltar a estudar, estou tentando pesquisar sobre auto-conhecimento, têm me ajudado bastante.Decidi parar de ir atrás do passado, pois até hoje, nunca deu nada certo quando fiz isso.Estou um pouco perdido.
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2019.11.08 16:55 Inhuman052 Seguridad y Privacidad en Internet: Puntos basicos y consejos para resguardarte de la censura

Vamos a empezar por un topic bien simple; Por qué tu Privacidad Importa.
Imagina que encuentras la casa de tus sueños un día de estos, pero cuando vas a comprarla el corredor de propiedades te dice que existe un circuito cerrado de microfonos y cámaras en cada habitación de la vivienda, desde el living hasta en el baño, monitoreando las 24/7 cada cosa que haces, además de ello, deberás dejar las ventanas y puertas habiertas mientras vivas allí, con todo el barrio no solo observándote pero pudiendo entrar cuando les plazca. La respuesta "No tengo nada que ocultar" te podría venir a la mente, cierto? la verdad es que la privacidad y el resguardo de datos va más allá que simplemente ser un santo, cualquier ser humano se debería sentir violentado ante una experiencia como tal.
Existe un ejercicio bien simple; actúas de la misma forma en privado que fuera del resguardo de tu casa?
Ambos Glenn Greenwald y Edward Snowden, han advertido, un gobierno puede, de manera secreta o totalmente concertada, violentar los derechos de privacidad de sus ciudadanos con la excusa de seguridad nacional, tal como lo hizo UK hace unos años al monitorear todo tráfico en la internet de sus ciudadanos, o EEUU con el proyecto TITANPOINTE (aunque tecnicamente no internet, igual bien brigido).
"La gente debería poder tomar el teléfono y llamar a su familia. La gente debería poder enviar un mensaje de texto a su ser querido. La gente debería poder comprar un libro en línea, deberían poder viajar en tren, deberían poder comprar un billete de avión sin preguntarse cómo se verán estos eventos ante un agente del gobierno, posiblemente ni siquiera de su gobierno. O años en el futuro, cómo van a ser malinterpretados y qué van a pensar de tus intenciones. Tenemos derecho a la privacidad" -Glenn Greenwald en su TEDTalk
Chile hace un rato que quiere hacer lo mismo, especialmente por su interés mediatico en redes sociales y cómo ciertos políticos han comentado por allí que debería existir un mayor control. El TTP11 en cierto sentido tiene un apartado bien interesante sobre cómo controlar el internet en base a leyes de propiedad intelectual. Cuantas veces has descargado un pdf desde google o has descargado todo GoT desde ThePirateBay?? solo piensa en ello, porque en otros países se les pueden venir enormes multas encima, o incluso pena de carcel por hacer algo que aquí se ve super simple.
Además de todo esto, grandes coportaciones (como el sub /CorpFree siempre ha mencionado) no son más que mecanismos o herramientas para el gobeierno de monitorear a los ciudadanos, cualquier ciudadano, de cualquier país; Google, Yahoo!, Apple, Facebook y Microsoft, y lideran en ello, debido a que las compañias tienen una estructura de ecosistemas lo cual hace casi imposible no usar todas sus herramientas juntas.
(Les recomiendo leer la experiencia de Daniel Oberhaus sobre cómo vivió un més completo sin usar google, amazon, microsoft, apple y facebook, y lo que aprendió de ello, también recomiendo a Chema Alonso, el cual ha dado charlas muy extensas sobre la privacidad en internet.
Así que empecemos:
1) Cómo navegar libremente por el Internet: Configuración VPN, Tor Browser.
Todo sitio te está monitoreando en este momento, para ello utilizan las cookies y los trackers, puede localizarte con to IP y tu ISP (Internet Service Provider, como VTR o Entel), solo debes ver la página https://whatismyipaddress.com/ para darte cuenda de ello.
2) Cómo usas tus redes sociales y aplicaciones.
Empezaré por lo básico; Aquí en Chile casi no existe conocimiento sobre cómo Google, Microsoft, Facebook, Twitter, WhatsApp, Tumblr o incluso Reddit recopilan información. Todos nosotros tenemos cuentas allí, solo una minoría se restrigue de ello, y mientras más popular sea una app, más beneficiosa es para la gente, no? y para la empresa también.
Podría recomendables simplemente no usarles, pero eso es casi imposible, hay gente que simplemente debe hacerlo por trabajo o contacto.
La primera recomendación que voy a hacer es: Utiliza redes sociales estrictamente bajo la guía de conección VPN y Tor que describí arriba, en el PC y en el celular. Si utilizas un celular, utiliza una aplicación Fork, lo cual evita (en parte) que la red social te rastree en su totalidad, o que tenga control total sobre su acceso a tu telefono, como lo haría la aplicación original.
No uses tu verdadero nombre en Facebook, Tumblr, Instagram o Twitter. Simplemente no. (No menciono Reddit porque quien chxcha hace eso aquí)
3) Aplicaciones que puedes usar para resguardarte en marchas o protestas:
4) Cortar Google y otras aplicaciones shady de tu vida:
5) OTRAS LECTURAS Y CUENTAS:
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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2018.10.17 09:35 RaulMarti EN BRASIL: LA IGLESIA EVANGELISTA ACORRALA A LA IGLESIA CATOLICA Y OCUPA EL ESPACIO DEL ESTADO

Entrevista de Eduardo Febbro a Lamia Oualalou, autora de "JESUS TE AMA"(Página 12)
“Los evangelistas en Brasil ocuparon el espacio del Estado”
La investigadora franco-marroquí habla de cómo funciona la lógica de la “teología de la prosperidad” en el vecino país. Los evangelistas están en todas las esferas de poder: en el aparato judicial, en la política, en la policía.
. La periodista franco marroquí y especialista de América Latina Lamia Oualalou la cuenta desde su más insólita raíz: el movimiento evangélico que se apoderó del primer país católico del mundo y, desde allí, mucho antes de las elecciones presidenciales, derrotó a la izquierda brasileña en la intimidad de los templos de las múltiples iglesias evangélicas que pululan en el país.
Su investigación periodística publicada en francés por les Editions du Cerf, Jésus t’aime, (Jesús te ama) es la crónica resplandeciente y rigurosa de un movimiento de vagos arraigos teológicos que fue trepando por la columna vertebral del país humilde y periférico abandonado por el Estado, la Iglesia Católica y la misma izquierda.
La nación que en los años 60 vio nacer la teología de la liberación perdió ante lo que la autora llama “la teología de la prosperidad” y sus elocuentes y disparatadas escenificaciones: la Juda Cola remplaza a la Cola Cola, Bolsonaro es un un santo al lado de Satanás, es decir, el PT, los pastores de las iglesias evangélicas son los nuevos millonarios del Brasil y los propietarios de los principales medios de comunicación que pusieron al servicio del candidato que salió a la cabeza de la primera vuelta.
–Con los resultados de la primera vuelta de las elecciones en Brasil y el peso considerable que han tenido en ella los evangelistas ¿se puede decir que hay una expansión del evangelismo en América Latina?
–Sí hay una expansión en México, en Argentina, en Chile. En Brasil vemos la consecuencia de la influencia de los evangelistas directamente en las elecciones: los pastores evangelistas llamaron a votar por Bolsonaro. Hoy tenemos una buena parte de la población brasileña que no sólo es evangélica sino que también sigue lo que le dice el pastor.
Esto ha tenido y tendrá un impacto muy complicado porque el PT no sabe hablar con los evangélicos. Ese ha sido uno de los grandes errores que ha cometido en el pasado.
–Usted demuestra en su investigación que esa expansión del evangelismo es una respuesta a la ausencia del Estado…y algo más.
Hubo varios factores combinados.
Por un lado, poco a poco la Iglesia Católica fue desapareciendo de los lugares más populares, sobre todo de las nuevas ciudades y las favelas que se crearon con una velocidad enorme después de los años 70.
La Iglesia Católica tiene aquí un problema de presencia urbana: en las favelas y las ciudades emergentes la Iglesia Católica no entra.
En ese mundo suburbano, pobre, con gente oriunda por ejemplo del Nordeste, no hay lugares de sociabilización.
Lo único que existe es el templo evangélico: allí pueden cantar, hacerse de amigos, dejar a sus hijos. No están presentes ni el Estado con sus ayudas (salud, trabajo, educación), ni la Iglesia Católica, pero sí los evangelistas que suelen prestar algunos de esos servicios. Los evangelistas, en Brasil, ocuparon el espacio del Estado con el consiguiente impacto cultural y político que ello acarrea: la gente sólo escucha la radio evangélica, ve la televisión evangélica, acude a los grupos evangélicos de Facebook y WhatsApp.
La gente vive encerrada en ese mundo.
Y claro, viven en ese círculo porque los partidos y movimientos progresistas, el PT por ejemplo, abandonaron a esta gente.
Al final, lo que ocurrió es que se cortaron los puentes para dialogar con la gente humilde.
¡Qué enorme y dolorosa paradoja!:Brasil fue la tierra donde se forjó la Teología de la Liberación y hoy se ha vuelto la cuna del evangelismo, al que usted define como una “teología de la prosperidad”.
La lógica de la teología de la prosperidad es fascinante porque le dice al miembro de la Iglesia que, básicamente, tiene derecho a todo: a la salud, a una buena vida material.
¡ Y eso ahora mismo y no en la próxima vida !.
Y si no lo tiene ya es porque no sabe exigir.
Esto implica un cambio con respecto a la relación con Dios:
Dios tiene que darte eso y sólo tienes que saber pedírselo.
Y para pedírselo debes formar parte del grupo evangélico, pagar y rezar. Y al final, de alguna forma funciona: cuando los evangelistas dicen “deja de beber y vas a encontrar un trabajo”, la gente termina trabajando más y mejor sin estar borracha.
Por eso la gente termina viendo que hay un impacto positivo en su vida, aunque lo que obtengan sea mínimo.
La izquierda brasileña parece que tampoco entendió el tema de la teología de la prosperidad.
No, claro que no y eso ha sido otra tragedia
. La izquierda interpretó la teología de la prosperidad de forma muy básica. La leyó únicamente como una adaptación del neoliberalismo.
Es cierto que hay una parte de consumismo, pero también existe una fuerte lógica de solidaridad.
Hoy se pagan las consecuencias: lo que empezó con Dios se convirtió en un enorme movimiento moralista, anti PT, anti intervención del Estado.
Los evangelistas están en una lógica de consumo capitalista. No obstante, es preciso resaltar que ese era el discurso de todo el país. Incluso en los años de Lula se decía “ahora todos los brasileños pueden ser ciudadanos porque tienen acceso a una tarjeta de crédito” (Guido Mantega, ex ministro de Hacienda).
Para mucha gente, los años de Lula le dieron más legitimidad a la teología de la prosperidad.
Ese discurso se apoderó de todo el país.
El evangelismo también es una forma de ascenso en la escala social. Ni el trabajo, ni la política ni el sindicalismo lo permiten.
Los evangelistas hicieron un trabajo de penetración sector por sector: sedujeron a los deportistas, a los actores, a los surfistas, a la policía, al crimen organizado, etc, etc. Sectorizaron su expansión.
De hecho no hay una Iglesia evangélica sino muchas.
Su único punto en común es la fuerte personalidad de los pastores
. Los evangelistas tienen una visión de marketing sobre la sociedad. Hacen una Iglesia que interesa a la gente que juega al futbol, otra Iglesia para los gays porque están excluidos, otra Iglesia más rigurosa y una más permisiva.
Esto termina teniendo una fuerza increíble porque siempre acabas encontrando una Iglesia a tu gusto.
Están igualmente en todas las esferas de poder: en el aparato judicial, en la política (tienen 90 diputados), en la policía.
Si van a la página de la policía militar verán que una parte de las ayudas sociales están organizadas por los evangelistas. Hasta son mayoritarios en las cárceles.
En Río de Janeiro, de las 100 representaciones religiosas que están presentes en las cárceles 92 son evangélicas. El Estado lo permite porque ha perdido si capacidad de intervención..
Con Bolsonaro y sus respaldos evangélicos estamos ante una doble derrota: la del PT y la del Papa Francisco.
Creo que cuando vino a Brasil el papa Francisco se dio cuenta de que era demasiado tarde.
Las imágenes del viaje del Papa con millones y millones de personas correspondían a barrios católicos.
Cuando les preguntaba a los evangelistas qué pensaban de Francisco, muchos de ellos no sabían quién era el Papa.
Y estamos hablando del primer país católico del mundo. Además, para no perder terreno, una parte de la Iglesia Católica termina en muchos casos imitando a la Iglesia Evangélica.
El Papa tuvo que aceptarlo. La única manera de cambiar la situación actual es con un trabajo de terreno.
Pero la gente que está en Brasil fue nombrada por los dos papas anteriores (Benedicto XVI y Juan Pablo Segundo) y hoy no repercute lo que ordena Francisco.
Derrota también del PT, claro.
Como la izquierda brasileña abandonó a las poblaciones pobres esta población se fue cada vez más a la derecha. Encima la campaña se articuló en torno a WhatsApp, detalle que el PT tampoco entendió.
En suma, Bolsonaro no estaría donde está sin los aportes de los evangelistas. Estos derrotaron al PT en los templos antes de las elecciones.
El entendió muy bien cómo hablar con ellos.
No es evangélico (su mujer sí) pero aceptó toda una parte del circo evangélico: pidió a un Pastor que lo bautizara y acude con frecuencia a los actos evangélicos
. En este momento de crisis y de miedo él viene con este discurso de orden, de matar a los bandidos.
A esto se le agrega el trabajo de demonización del PT que emprendieron los pastores.
En los templos se dice que la crisis y la recesión son culpa de satanás, y ese satanás es el PT.
Presentan al PT como si fuera un partido radical cuando en realidad es de centro- izquierda. Distribuyen una retórica que nada tiene que ver con la realidad y la gente cree.
Además, los evangelistas trabajaron el tema de los medios.
La segunda televisión del país es propiedad de Edir Macedo, el Obispo de La Iglesia Universal del Reino de Dios (IURD). Macedo puso todo su aparato mediático al servicio de Bolsonaro.
El poder de Bolsonaro va a depender mucho del poder de los pastores evangelistas.
El PT intenta a la apurada acercarse a ese electorado, pero es tarde. Lo que habría que hacer es deconstruir la imagen de los pastores y demostrar que son bandidos, que son las principales fortunas del país.
Pero esto no se lleva a cabo en un par de semanas.
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2018.02.08 03:34 zhengmpl Confie em você mesmo, você pode se surpreender (Carreira)

O título é meio de autoajuda, mas vou me explicar. Estudo em uma Universidade boa nos EUA em Ciência da Computação (UIUC) e vamos dizer desde que eu entrei eu só tenho apanhado. Os alunos ao meu redor são brilhantes e todos parecem ser mais inteligentes que eu. Apesar de dar meu melhor eu reprovei em 2 matérias em um semestre e por pouco não fui expulso do curso. Tinha atingido rock bottom. Me achava um impostor e simplesmente incapaz de atingir o mesmo patamar técnico que meus colegas. Não aplicava para estágio porque me achava um bosta.
A situação estava crítica e um dia decidi que tinha que mudar, peguei um caderno e comecei a escrever. Me surpreendo muitas vezes como a escrita pode mudar completamente minha perspectiva sobre uma situação que estou passando, recomendo muito se você se encontrar em uma situação que parece não ter saída.
Anyway, comecei a escrever sobre como estava me sentindo. Percebi que eu era infeliz focando só na faculdade. Por mais que várias matérias fossem interessantes, não tinha tempo para contribuir para o github, para aprender novas tecnologias ou simplesmente aplicar o que estava aprendendo. Tinha que mudar isso. Percebi também que a quantidade de matérias que estava fazendo, por mais que fosse o recomendando, estavam acima da minha capacidade de execução. Talvez meus amigos conseguissem pegar 6 matérias e tirar A+ em tudo, mas eu não sou assim. Também tinha que mudar isso. Finalmente, não tinha tempo de estudar algoritmos, o principal tópico perguntado em entrevista de TI nos EUA. Sem esse tempo de preparo, minhas chances de conseguir um estágio eram 0. Change it.
Pois bem, fiz essa mudança baseado não como eu queria que as coisas fossem, mas como elas eram. Reconheci a minha realidade, parei de me comparar com os outros e comecei a focar no que realmente eu acreditava que ia me tornar um programadoprofissional melhor.
Minha performance melhorou. Passei nas matérias que tinha reprovado. Aprendi NodeJs e fiz uns projetinhos maneiros. Comecei a ler todos os dias o livro Cracking the Coding Interview e tomar notas. HackerRank virou minha homepage.
Finalmente chegou o dia do Career Fair na faculdade, onde várias empresas de tecnologia vem recrutar alunos para estágio. Por pouco não vou, com medo da rejeição, mas imprimi alguns currículos e, depois de respirar fundo várias vezes, fui lá me vender.
O nervosismo estava grande, mas lá vou eu no estande da Amazon. Entreguei meu currículo com a mão tremendo. Comecei a falar um pouco sobre mim e percebi que a recrutadora estava genuinamente interessada no que estava falando, parece que ela gostou do que tinha feito. Um pouco mais confiante, fui no Facebook. Fui no estande de mais algumas startups locais. Depois de algum tempo virou automático e tinha perdido totalmente o medo. Percebi que o que estava sentindo era parecido com o do Andy do filme Virgem de 40 anos: nós, seres humanos, temos um medo imenso do fracasso e rejeição e colocamos coisas simples no pedestal. As vezes ficamos anos sem conseguir o que queremos simplesmente porque não tentamos. O que eu tinha a perder?
Recebi a resposta de 3 empresas, incluindo a Amazon de Seattle e um startup em São Francisco. Acabei de sair da entrevista da Amazon e simplesmente destruí, acertando todas as questões de algoritmos. Há 1 ano se eu descrevesse o que tinha acontecido para o meu eu do passado começaria a rir.
O que aprendi com toda essa experiência toda foi que muitas vezes damos muito menos valor a nós mesmos do que deveríamos, seja para chegar naquela gatinha que queremos chamar pra sair ou para aplicar para aquela vaga que sempre sonhamos. Se a sua situação atual te incomoda, pegue um caderno, escreva friamente porque as coisas não estão do jeito que você quer, trace um plano concreto que funcione para VOCÊ e pare de se comparar com os outros. Execute esse plano furiosamente e persista. Aprenda com os seus erros do passado, mas não fique remoendo, isso pode estar te atrapalhando para o futuro. Acima de tudo, tome riscos e nunca pare de estudar.
tl;dr: Aplique para aquela vaga mesmo que você não se ache qualificado. Pare de remoer os seus erros passados. Escreva um plano de ação e seja persistente.
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2017.12.28 17:57 brucewaynedosuburbio Oi, Reddit. Hoje me pagaram R$ 2 mil para stalkear e descobrir tudo sobre uma pessoa. Segue meu relato de como fiz isso :)

EDIT MAIS IMPORTANTE: não me desafiem :)
EDIT IMPORTANTE: galera, comecei a receber várias mensagens de pessoas interessadas e pedindo ajudaa para encontrar amigos e amores do passado. Eu não sou profissional nisso e fiz isso como hobby, não depositem suas fichas em mim não, rs.
E outra: vou viajar agora no Ano Novo e ficar um tempo fora. Então não devo responder mais nada por aqui por um tempo. Quando voltar, vejo mensagem por mensagem e se posso ajudar ou não.
Voltando ao post original
Eu trabalho com marketing digital e sempre fui bom em caçar pessoas. Fazia isso no trabalho direito a ponto de se tornar um hobby. Brotou um cliente novo? Eu usava meus recursos para descobrir tudo o que podia sobre ele: endereço, estado civil, mídias sociais, processos, relacionamentos e por aí vai.
Isso me fez descobrir coisas interessantes. Como uma pessoa que entrevistamos para o trabalho era um bolsominion expulso da Polícia Militar acusado de assassinato (surpreendentemente absolvido, apesar de tudo apontar contra ele e seus colegas e ter até matéria de jornal sobre isso). Que o novo namorado de uma colega de trabalho frequentava um fórum de acompanhantes e tinha um perfil fake para manter contato com as primas. Que uma funcionária daqui abriu uma empresa no nome do marido e estava usando informações privilegiadas nossas para concorrer conosco em pequenas licitações.
Minha fama acabou crescendo um pouquinho até chegar em um amigo de um colega de trabalho. A missão que ele me passou? Encontrar um amor dele do segundo grau. Achei meio obsessivo, mas o cara me disse que só queria saber como ela estava, como eles haviam perdido completamente o contato por terem se formado ainda nos anos 90, sem os benefícios da internet e tal. Ele tentou contratar uma firma de detetives, mas os caras não descobriram nada com as informações que ele passou. E ele ainda morreu uma grana boa com eles.
Ele veio falar comigo e pensei, por que não? Como nunca tinha feito isso na vida, ofereci receber APENAS se descobrisse alguma coisa, apesar de geralmente rolar um adiantamento nesses casos. Segue como fiz.
Disclaimer importante: nada aqui é garantia de que vocês terão algum resultado seguindo essas dicas. Algumas pessoas têm uma pegada digital ínfima por conta da idade ou da natureza de seus afazeres profissionais/acadêmicos.
Informações que recebi: primeiro nome, um dos sobrenomes, bairro onde a pessoa morava e supostamente ainda morava, uma foto dessa pessoa no fim dos anos 2000 em uma reunião de ex-alunos dessa escola. Ele também sabia que a pessoa em questão fazia aniversário em maio. Ele desconfiava que ela havia passado para algum curso de Letras de faculdade pública do Rio de Janeiro ainda no fim dos anos 90.
Primeira fonte: o Facebook: perguntei ao cara se ele conhecia alguém de confiança que morasse no mesmo bairro que ela. Ele tinha. Essa pessoa me cedeu sua senha e login no Facebook temporariamente para ajudar na busca. A combinação de nome + sobrenome que ele tinha não dava resultado algum. Provavelmente ela usava outro sobrenome.
Aqui eu tinha duas alternativas: a mais correta, que era pegar esses dois nomes que ele tinha e consultar o registro de aprovados no curso de letras nos anos que ele indicou (1998/1999) ou visitar a antiga escola dela. Seria o método mais fácil para descobrir o nome completo dela, mas também me tomaria tempo e gasto de ficar indo fisicamente nas universidades e na escola para consultar esses registros. Eu não queria tirar a bunda da cadeira, então foi na força bruta.
Eu chutei algumas dezenas de sobrenomes. Comecei calculando o numero de perfis que acessei numa única manhã e parei de contar quanto já estava na casa dos 200. Acho que estava na casa dos 300 quando encontrei pela foto.
Páginas curtidas, fotos curtidas pela pessoa: vamos chamar a pessoa de Karen. Karen tinha um Facebook bem monótono. Parcialmente fechado, com menos de 200 amigos e pouquíssima atividade. Isso é um empecilho fodido, mas vamos lá: com a user ID dela, você consegue checar as fotos que ela curtiu a partir do link https://www.facebook.com/search/INSERIR_NÚMERO_DA_ID_AQUI/photos-liked . Também acompanhei as curtidas dela.
Assim, descobri que ela era espírita e seguia as páginas de alguns centros espíritas. Nos comentários de fotos dela - as poucas abertas - vi pessoas mencionando encontrá-la no tal centro espírita, mas sem mencionar o nome dele. Chequei as fanpages de todos os centros e revirei as fotos dos eventos até descobrir que não só ela era membro assídua de um deles, mas também era médium de um deles. Consegui até para ele os horários em que ela atendia no centro.
Pelas páginas curtidas, também descobri um bocado sobre ela: que ela tinha um filho, que ela era espírita e de esquerda, que ela fora abandonada pelo marido. que seguia várias páginas de concurseiros, que gostava de ler literatura hot, que aparentemente sofria de depressão.
Nosso amigo Google: sabendo o primeiro nome dela, o sobrenome que esse cliente lembrava e o que ela usava no Facebook, juntei os três para fazer algumas combinações de pesquisa no Google. Sempre usando aspas e tentando fazer diferentes buscas.
"Karen" "Santos" "Amoedo"
"Karen dos Santos" "Amoedo"
"Karen Amoedo" "Dos santos"
Como eu sabia o ano aproximado em que ela nasceu e o suposto mês, jogava a data junto também com um dia aleatório: "13/05/198X".
Não demorou muito para rolar o bingo. Karen dos Santos Souza Amoedo, nascida em 24/05/198X. A informação veio na lista de aprovados de um concurso público de alguns anos atrás.
A partir daí, foi uma chuva de resultados. Descobri as exonerações e contratações dela em diferentes cargos federais e estaduais por conta dos Diários Oficiais, que ela foi assistente administrativa em uma faculdade daqui por alguns anos, passou em outro concurso e migrou para outra instituição.
A partir dos editais de cada concurso e o LoveMondays, identifiquei também o salário estimado que ela ganhava em cada um deles sem grandes dificuldades.
O Google retorna muita coisa boa. Registros em cartório, processos, empresas no seu nome, uma caralhada de coisa. Numa dessas buscas, encontrei o perfil dela no Youtube, que era aberto e tinha várias informações de coisas que ela gostava: hobbies, canais sobre depressão e espiritismo, plano de estudos para concursos públicos e por aí vai.
CPF é seu amigo
Hoje, é muito fácil no Brasil você consultar informações de pessoas por CPF em sites como o CC Fácil. Seu próximo passo então é descobrir o CPF da pessoa em questão.
Aqui é muito 8 ou 80. Muita gente tem o CPF largado pela internet por milhões de razões: alguma citação em ação judicial, diário oficial, burrice, uns bancos cadastrais que se encontram por aí. O meu, por exemplo, não está disponível em lugar algum.
No caso dessa pessoa em questão, jogar o "Karen dos Santos Souza Amoedo" (lembrando que o nome é fictício :) ) rendeu algumas dezenas de resultados e, num deles, havia o CPF da pessoa em questão. Fui lá eu no CC Fácil fazer a consulta.
Tem duas coisas SUPER importantes sobre o CCFácil:
O resultado? O endereço de casado dela, o atual endereço, o celular, o telefone fixo, alguns detalhes sobre a vida financeira dela.
A interpretação das informações: só nessa brincadeira aí já estava terminado o serviço, mas decidi ir mais a fundo e ver o que mais conseguia descobrir. Muita coisa é subjetiva e fruto de algumas migalhas de informação que a gente precisa interpretar, é quase como contar uma história mesmo.
Eu consegui acertar o perfil básico dela quase que por inteiro. A conclusão que cheguei foi que Karen casou-se com 20 e poucos anos, teve um filho e se separou em algum momento. Não consegui descobrir o nome do cônjuge, mas acho que poderia ter ido mais longe se recorresse aos cartórios da região. A depressão veio depois da separação, aparentemente com o filho ainda pequeno (hoje adolescente).
Pela descrição que ele me deu, ela parecia pouquíssimo religiosa nos tempos de escola. Concluí que a religião foi a forma que ela encontrou de enfrentar a depressão. Ela jamais exerceu a profissão pela qual se formou, se limitando a fazer vários concursos públicos para assistente administrativo, sempre mirando bem baixo. O salário mais alto da carreira dela foi R$ 2700~R$3100, já com as gratificações inclusas, pelo que consegui achar.
Ela conseguiu manter o peso após a gravidez, pelas fotos que encontrei. Mas a separação e a possível depressão fizeram ela engordar bastante. Ela também seguia várias páginas de comida orgânica e dietas saudáveis, mas não parecia estar fazendo muito efeito.
O que mais consegui?: liguei para a entidade pública onde ela trabalhava me identificando como funcionário dos Correios. Queria confirmar o endereço dela e a unidade daquela repartição onde ela trabalhava, já que era uma instituição bem grande. Falei que tinha uma encomenda no nome dela como endereço errado e que seria devolvido ao remetente, mas que aquele era o único telefone de contato. Nego se desdobrou e conseguiu me passar exatamente onde ela trabalhava e o ramal dela. Essa instituição tem várias unidades diferentes espalhadas pela cidade.
Queria confirmar o endereço que havia descoberto pelo CPF, mas também quis testar a ingenuidade dela. Dei outro endereço próximo no bairro em que ela mora, dei o nome do remetente como uma loja de apostilas de concursos públicos (com base nos interesses dela que escavei). Ela acreditou na hora e me passou o endereço certo, confirmando o segundo endereço que recebi na consulta da CC Fácil. Talvez o primeiro fosse dos tempos de casada.
Além disso tudo, com uma foto taggeada de uma amiga, descobri a escola onde o filho dela estuda. E que ele é meio geek/otaku (imagina se o cara tá no sub, hehe).
Acertei tudo? Da minha interpretação, só errei o espiritismo como válvula de escape para a depressão após o fim do casamento. Na verdade, o espiritismo foi a resposta que ela encontrou para a morte do pai há alguns anos.
Por que estou postando isso aqui?
Várias razões:
Sim, é meio creepy. Bem creepy, na verdade. Mas eu fiquei satisfeito com o resultado e espero que os dois se deem bem. E que ele não seja um psicopata ou mate ela, senão vou ficar com uma dor na consciência fodida. Mas pelo menos ganhei R$ 2 mil por basicamente um dia de trabalho :)
Vai funcionar comigo?
Aí vai um depende gigantesco, como eu disse lá em cima. Eu tenho uma vida bem ativa nas redes sociais e me recrimino por isso. É bem fácil saber bastante sobre mim e descobrir coisa sobre a minha vida. Mas a minha esposa, por exemplo, tem uma pegada digital mínima. Trabalha na iniciativa privada, em uma empresa pequena, não tem empresas no seu nome, não faz concursos públicos, não tem uma profissão que coloque o nome dela na internet repetidamente, não é chegada às redes sociais.
Se meu alvo em questão fosse a minha esposa, provavelmente eu não conseguiria porra nenhuma. Minha dica? Se vocês têm algo comprometedor e querem esconder, ou até simplesmente querem proteger sua privacidade, comecem a buscar essas informações sobre vocês disponíveis por aí e apaguem elas. Se você quer encontrar alguém, é só ser perseverante. A internet é um mar de informação.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2016.12.16 09:28 rafa-bl EL MÉTODO QUE ME AYUDÓ A ENCONTRAR MI CAMINO EN LA VIDA

Hace poco más de dos años que estaba totalmente perdido. No encontraba mi lugar en el mundo. Todo lo que “siempre había deseado” no se parecía ni de lejos a la realidad. Llegué a un punto en el que decidí que tenía que dar un giro a mi vida. Sin saberlo seguí una serie de pasos que me ayudaron a descubrir cómo quería que fuese mi vida, qué hacer para vivir la vida como realmente deseaba y así volver a ser feliz y estar a gusto conmigo mismo. Más abajo encontrarás el método exacto que me ayudó a mí y a otros a descubrir lo que realmente quieren y necesitan en la vida para ser felices o incluso a qué quieren dedicarse. No he ocultado nada, está todo detallado para ti, e incluso he hecho parte del trabajo por ti presentando muchos ejemplos y hasta un caso práctico. Todo lo que tienes que hacer es seguir leyendo y ponerlo en práctica.
Lo que la sociedad quiere no es lo que yo quiero
Desde fuera todo era diferente, sin embargo. Hacía sólo 3 meses que había terminado la universidad y ya había conseguido un trabajo indefinido, con muy buen sueldo, en la mayor empresa del mundo en ese campo. El sueño español (si no el sueño de gran parte de la gente de este planeta) dirían muchos. Supongo que te imaginarás todo lo demás, tus amigos y tu familia súper orgullosos de ti: “¡Enhorabuena, ya te has colocado!”
Al poco tiempo descubrí que YO no era feliz. Todos los días me despertaba con un agujero en el estómago, y no de hambre, si no de angustia. Perdí peso y me sentía culpable. Mis padres habían hecho un gran esfuerzo para que pudiese estudiar, había arrastrado a mi novia hasta allí conmigo… No podía rendirme, dale una oportunidad al trabajo me decían todos a mi alrededor. Yo también lo creía. Pero el trabajo no ayudaba y yo menos.
Aguanté así unos meses. Durante ese tiempo empezó a crecer en mí una vocecita que me decía la vida no puede ser así. No puede ser que a partir de los 20 y tantos todo se reduzca a trabajar y trabajar y vivir los fines de semana y cuando te dejan coger vacaciones…¡Y cuando te jubiles! Ja, ¿y si palmo antes? ¿O he cotizado en España? He tenido experiencias en mi joven vida como para saber que puedes palmar en cualquier momento…
Sentía que algo tenía que cambiar. No podía seguir así. Mi estado estaba afectando a mi relación de pareja y lo peor de todo es que me estaba convirtiendo en alguien que yo no era. Me miraba al espejo y no me reconocía, la pena y la ansiedad se reflejaban en mi rostro, cuando antes había ganas de vivir.
¿Qué hago para cambiar mi situación?
No sabía a quién ni a dónde acudir. No sabía qué quería hacer ni cómo dar un giro a mi vida. Empecé a leer blogs y a escuchar podcasts. Ayudaba, pero claro, estando perdido y con baja autoestima no sabía qué camino seguir, iba detrás de todo lo que relucía y la realidad es que así no solucioné nada. Seguía perdido, triste y además abrumado por tanta información. Y también estaba el miedo al fracaso, que si bien muchos a nuestro alrededor alimentan, somos nosotros los que más leña al fuego echamos con nuestro come come mental a todas horas.
Sin embargo, en aquel momento, fracaso para mí significaba quedarme inmóvil y aceptar mi estado y mi situación. Si no hacía nada por cambiar una situación que me estaba afectando emocionalmente, si no hacía nada por volver a ser yo mismo, sentirme bien conmigo mismo y ser feliz en mi día a día, ¿cómo voy a contribuir a la felicidad de las personas que me rodean y me quieren? Entonces vi clarísimo que permanecer así y no hacer nada por cambiarlo sí que sería un fracaso absoluto.
Así que no me quedó otra que apañármelas yo solito. Porque te guste o no, al que más le duele cuando estás mal es a ti mismo. Descubrí que primero tenía que arreglar las cosas conmigo mismo y averiguar hacia donde quería ir. Las estrategias, tácticas, modelos de negocio, cambio de trabajo, etc, vendría después. Primero tienes que saber a dónde vas para meter unas cosas u otras en la maleta.
Con el tiempo, he analizado desde fuera todo lo que hice para salir del pozo en el que me encontraba. Así he podido desarrollar un método, El Método Tórcar, para que otras personas también puedan dar ese cambio de rumbo a sus vidas.
El Método Tórcar
El objetivo principal es diseñar la situación perfecta para que puedas conectar contigo mismo (suena muy místico, pero no lo es), para que puedas ver claramente quién eres y qué quieres en la vida ahora mismo. Las personas cambiamos a lo largo de la vida y con ellos nuestras motivaciones y gustos, así que abraza el método y siéntete cómodo descubriéndote a ti mismo.
1. Elígete a ti mismo
Todos tenemos responsabilidades. Repito todos. Pero otra cosa que también tenemos todos son huecos en el día. Momentos en los que puedes elegir lo que haces. Mientras vas al trabajo, mientras haces ejercicio, etc. No pasa nada si cambias Facebook o Instagram durante unos días para realmente dedicarte a ti mismo. Uno de mis favoritos es mientras me ducho. El agua caliente es un gran estimulante de la mente pues ayuda a entrar en un estado de tranquilidad y seguridad, si aún no lo has probado te lo recomiendo. En esos huecos, elígete a ti mismo, sé egoísta. Si te lo puedes permitir, marca esos huecos en tu horario, para que nadie te moleste.
2. Diseña tu mundo
Aquí no se trata de pensar si queremos ir a un spa, a una playa paradisíaca o pasar un finde de maratón de tu serie favorita. Idealmente, ya sabrás en qué momento del día puedes ser egoísta y ELEGIRTE A TI MISMO. Ahora hay que ir un paso más allá para que esos momentos realmente sean tuyos. Para que a pesar de que lo hagas en público, como ir al trabajo en metro, tu mente no esté por completo en ese lugar, sino que esté en un camino de exploración hacia tu interior.
¿Te suena la expresión “estás en tu mundo”? Bien, pues ése es el estado que queremos conseguir. Pero queremos ir un poco más allá, queremos que nuestro mundo esté lo más aislado posible del resto. Para ello tienes que descubrir qué elemento o elementos tienes que añadir a tu momento de egoísmo para poder aislarte y concentrarte única y verdaderamente en ti mismo.
Por si estás un poco confundido o confundida, y no sabes claramente qué tienes que hacer. A continuación, te presento algunos ejemplos.
*Ejemplo #1. Piensa en una persona a la que le gusta correr y cuando corre escucha una música determinada. Una música que, por una razón u otra, le impulsa a seguir adelante a pesar del dolor en los músculos, el cansancio o la falta de oxígeno en los pulmones. A pesar de todas las señales de su cuerpo que activan esa voz que dice ¡párate, párate!, esa persona sigue adelante, incluso más rápido, porque lo que escucha ha conectado con su interior, con esa voz que grita más fuerte y que dice “sigue, corre más rápido”, esa voz que te ayuda a visualizar situaciones que aún no han sucedido, como en este caso, terminar tu carrera en menos de X minutos, o correr un tramo a una velocidad que no habías alcanzado hasta entonces. O simplemente te anima a no pararte.
*Ejemplo #2. Imagina una persona, sentada en una terraza o en el sofá de su casa. Pero su mente está volando mucho más lejos. Está pensando en sus cosas, o imaginando lo que podría o no podría haber sido, o simplemente soñando con las siguientes vacaciones. El entorno le proporciona los elementos visuales y auditivos necesarios para aislarse del mundo.
*Ejemplo #3 (mi favorito). Piensa en cualquier persona que está escuchando su música favorita. Puede ser cualquiera, las vemos por todas partes. La probabilidad de que esta persona esté en “su mundo” es muy alta. Es música que nos inspira mientras trabajamos o estudiamos, mientras nos duchamos o viajamos.
*Ejemplo #4. Una persona observa un cuadro (o una escultura, o el cartel de publicidad de la parada del bus) algo en esa imagen le hace recordar lo que hizo ayer a mediodía. Ese pensamiento le lleva a rememorar que fue lo que comió y así sigue viajando en su interior hasta que termina recordando lo mal que le habló a su madre y que además no tenía ningún motivo para hacerlo, tras lo cual la llama para pedirle perdón. Un bonito y necesario gesto que tal vez no habría sucedido sin la influencia del estímulo visual.
Espero que ahora entiendas mucho mejor el tipo de elementos/estímulos que estamos buscando.
Por si aún no caes en ningún estímulo que te pueda ayudar, aquí tienes unas pautas generales para buscarlos:
*Piensa cuando fue la última vez que te emocionaste por algo. No es necesario que llorases, pero sí que sintieras ese pellizco en el estómago, ya sea por alegría o tristeza. Una vez que lo hayas identificado, piensa qué fue lo que tocó tu fibra sentimental. Una foto, la banda sonora de una película, un recuerdo de la infancia, lo que sea.
*Igualmente sirve pensar en cuando te has sentido inspirado por algo o alguien, por ejemplo una persona que dedica su vida a salvar a los orangutanes en peligro por el comercio de la palma. Si leer este tipo de hechos te inspira, adelante, aquí tienes tu estímulo.
ÚLTIMO RECURSO: el olfato. También conocido como el sentido del recuerdo. Todo el mundo tiene alrededor múltiples fuentes aromáticas. Tan sólo tienes que probar hasta que alguna de ellas inicie el viaje hacia tu mundo.
No debemos perder de vista nuestro objetivo: encontrar estímulos externos que nos ayuden a aislarnos de nuestro entorno para concentrarnos en nosotros mismos. De esta manera podremos usarlos cada vez que queramos iniciar ese viaje de exploración hacia nuestro interior.
Llegados a este punto, deberías haber identificado:
A. El mejor momento para aislarte. B. Estímulos o elementos externos que te ayuden a meterte en “tu mundo”.
Si es así, continúa hasta el siguiente y último paso.
3. La Respuesta
Una vez que hayas conseguido aislarte y estés pensando en tus cosas debes recordar que esto es un ejercicio. Estás buscando la respuesta a la gran pregunta:
¿Qué es lo que de verdad quiero hacer en la vida?
O cualquier otra de las múltiples variantes que tiene esta pregunta. La realidad es que puede que no encuentres la respuesta, o que no haya respuesta.
No desesperes, no estás solo/a, yo no encontré respuesta a esa pregunta.
Pero lo que es seguro es que vas a encontrar muchas respuestas, si haces las preguntas adecuadas, y que esas respuestas te van a guiar por el camino que te va a ayudar a salir del estado de inmovilismo e incertidumbre en el que te encuentras.
Comienza con preguntas más genéricas y ve profundizando poco a poco con preguntas más específicas. Debes empezar por tu pasado más cercano e ir retrocediendo poco a poco hasta donde necesites llegar. Recuerda que lo que importa eres tú. Te has elegido a ti mismo. Sólo hazte preguntas relacionadas contigo mismo.
Aquí tienes una lista de algunas de las preguntas que puedes hacerte: -¿Cuándo fue la última vez que me sentí feliz? -¿Cuándo fue la última vez que me sentí útil? -¿Cuándo fue la última vez que disfruté de lo que estaba haciendo?
-Fue una sensación pasajera o duró varias horas, días,…,meses, etc. -¿Qué estaba haciendo? -¿Estaba solo/a? -¿Qué influencia tuvieron las personas a mi alrededor? -¿Cómo era mi vida en ese momento? -¿Era mi forma de vida la causa de esa sensación? - ¿He sentido esto más veces a lo largo de mi vida?
La lista es infinita pues cada persona es un mundo diferente. Lo importante es que vayas profundizando para detallar las respuestas lo máximo posible. Lo consideras necesario, apunta todas lo que vayas encontrando. Así irás creando una especie de mapa con ideas que te ayudará a retomar por donde te quedaste en la sesión anterior y a sacar ideas y conclusiones más claras.
Aquí tienes un caso real para que comprendas mejor el proceso completo.
Caso real: una amiga me contó que no le gustaba su trabajo, pero que ella había estudiado para eso. Pensaba que si cambiaba de trabajo volvería a ser igual pero con otros compañeros y un edificio diferente. Por otro lado si no hacía ese cambio natural, pasar de un trabajo a otro similar, no sabía que otra alternativa coger. Estaba perdida.
Le sugerí que siguiera mi método (en aquel momento sólo eran una serie de consejos prácticos). En su caso ella decidió dedicar su camino de ida y vuelta al trabajo para poner el método en práctica, pues tiene otras responsabilidades que le ocupan el resto del tiempo “libre”. Llenó su móvil de su música y podcasts favoritos.
A las dos semanas me comentó que se sentía un poco atascada, que no encontraba respuestas. Yo le dije que jugara con el tiempo. No te ciñas sólo a hace unos meses, vuela hasta tu infancia si lo ves necesario. El siguiente fin de semana me contó que había descubierto que el último periodo de tiempo que se sintió feliz con el trabajo y con su vida en general, fue cuando justo después de la carrera tuvo que trabajar un tiempo como camarera. Pero también me dijo que ella no quería estar trabajando de camarera toda la vida.
Mi respuesta fue: ¿Ves cómo estás avanzando? Has descubierto dos cosas: uno, cuando fue el último periodo largo en el que eras feliz con todos los aspectos de tu vida y dos, algo que no quieres hacer. Es tan importante tener claro la dirección que tomar como la que no tomar.
Le sugerí que analizase mejor ese periodo de tiempo, qué era lo que más le gustaba, con quien se juntaba en ese momento, que hacía en sus ratos libres…También le dije que buscase otros periodos en su vida en los que se hubiera sentido de manera similar.
A los diez días recibí una llamada suya. Estaba muy emocionada: “Rafa esto es increíble, ¡lo encontré! Ya sé lo que quiero”.
Ella descubrió que se había sentido de forma parecida durante sus años de universidad. Lo único que compartían esos dos periodos de tiempo era su pareja. Esos dos periodos sucedieron en años diferentes, en lugares diferentes, rodeada de personas diferentes y dedicándose a tareas muy diferentes. ¿Entonces? Ella descubrió que lo que le hacía feliz era la libertad. Poder ser dueña de sus días con sus horas y minutos. Poder estar en la puerta del cole recogiendo a sus hijos a medio día, o cogerse un puente largo con su marido sin tener que pedir permiso a nadie.
Esto es sólo un ejemplo sobre una persona concreta. Ella descubrió que lo que le faltaba a su vida era salir de la monotonía impuesta por su trabajo tradicional y recuperar su libertad y su capacidad de decidir.
No encontró una respuesta clara, del tipo: tienes que dedicarte a vender periódicos, por ejemplo. Se dio cuenta de que ella necesita sentirse libre y dueña de su tiempo para ser plenamente feliz. Este fue un gran paso hacia delante en su vida.
Tras esto se sentía llena de energía y dispuesta a seguir indagando. Usó el mismo método, lo único que cambió fueron las preguntas que se hizo a sí misma, y descubrió que quería ayudar a los demás. La forma, ya la averiguaría por el camino. Poco a poco. Después de aplicar los 3 pasos del método todo era diferente para ella, ya sabía lo que le faltaba para ser feliz, y eso lo cambiaba todo.
Ahora es TU turno. Ya sabes cómo puedes descubrir qué necesitas en tu vida para ser feliz o incluso a qué dedicarte. Las respuestas son únicas e impredecibles, pero lo que sí es seguro es que las vas a encontrar.
Deja el inmovilismo y ponte a ello, el camino sólo se hace al andar, así que…¡ANDA!
Lo más importante es que aproveches este método (o cualquier otro) y salgas de la situación en la que te encuentras, así que ponte en acción.
¿Qué has descubierto al aplicar este método? ¿Crees que le falta algo? ¿Por qué no lo has llevado a cabo?
Deja un comentario, los contesto todos personalmente.
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2016.12.16 09:17 rafa-bl EL MÉTODO QUE ME AYUDÓ A ENCONTRAR MI CAMINO EN LA VIDA

Hace poco más de dos años que estaba totalmente perdido. No encontraba mi lugar en el mundo. Todo lo que “siempre había deseado” no se parecía ni de lejos a la realidad. Llegué a un punto en el que decidí que tenía que dar un giro a mi vida. Sin saberlo seguí una serie de pasos que me ayudaron a descubrir cómo quería que fuese mi vida, qué hacer para vivir la vida como realmente deseaba y así volver a ser feliz y estar a gusto conmigo mismo.
Más abajo encontrarás el método exacto que me ayudó a mí y a otros a descubrir lo que realmente quieren y necesitan en la vida para ser felices o incluso a qué quieren dedicarse.
No he ocultado nada, está todo detallado para ti, e incluso he hecho parte del trabajo por ti presentando muchos ejemplos y hasta un caso práctico. Todo lo que tienes que hacer es seguir leyendo y ponerlo en práctica.
Lo que la sociedad quiere no es lo que yo quiero
Desde fuera todo era diferente, sin embargo. Hacía sólo 3 meses que había terminado la universidad y ya había conseguido un trabajo indefinido, con muy buen sueldo, en la mayor empresa del mundo en ese campo. El sueño español (si no el sueño de gran parte de la gente de este planeta) dirían muchos. Supongo que te imaginarás todo lo demás, tus amigos y tu familia súper orgullosos de ti: “¡Enhorabuena, ya te has colocado!”
Al poco tiempo descubrí que YO no era feliz. Todos los días me despertaba con un agujero en el estómago, y no de hambre, si no de angustia. Perdí peso y me sentía culpable. Mis padres habían hecho un gran esfuerzo para que pudiese estudiar, había arrastrado a mi novia hasta allí conmigo… No podía rendirme, dale una oportunidad al trabajo me decían todos a mi alrededor. Yo también lo creía. Pero el trabajo no ayudaba y yo menos.
Aguanté así unos meses. Durante ese tiempo empezó a crecer en mí una vocecita que me decía la vida no puede ser así. No puede ser que a partir de los 20 y tantos todo se reduzca a trabajar y trabajar y vivir los fines de semana y cuando te dejan coger vacaciones…¡Y cuando te jubiles! Ja, ¿y si palmo antes? ¿O he cotizado en España? He tenido experiencias en mi joven vida como para saber que puedes palmar en cualquier momento…
Sentía que algo tenía que cambiar. No podía seguir así. Mi estado estaba afectando a mi relación de pareja y lo peor de todo es que me estaba convirtiendo en alguien que yo no era. Me miraba al espejo y no me reconocía, la pena y la ansiedad se reflejaban en mi rostro, cuando antes había ganas de vivir.
¿Qué hago para cambiar mi situación?
No sabía a quién ni a dónde acudir. No sabía qué quería hacer ni cómo dar un giro a mi vida. Empecé a leer blogs y a escuchar podcasts. Ayudaba, pero claro, estando perdido y con baja autoestima no sabía qué camino seguir, iba detrás de todo lo que relucía y la realidad es que así no solucioné nada. Seguía perdido, triste y además abrumado por tanta información. Y también estaba el miedo al fracaso, que si bien muchos a nuestro alrededor alimentan, somos nosotros los que más leña al fuego echamos con nuestro come come mental a todas horas.
Sin embargo, en aquel momento, fracaso para mí significaba quedarme inmóvil y aceptar mi estado y mi situación. Si no hacía nada por cambiar una situación que me estaba afectando emocionalmente, si no hacía nada por volver a ser yo mismo, sentirme bien conmigo mismo y ser feliz en mi día a día, ¿cómo voy a contribuir a la felicidad de las personas que me rodean y me quieren? Entonces vi clarísimo que permanecer así y no hacer nada por cambiarlo sí que sería un fracaso absoluto.
Así que no me quedó otra que apañármelas yo solito. Porque te guste o no, al que más le duele cuando estás mal es a ti mismo.
Descubrí que primero tenía que arreglar las cosas conmigo mismo y averiguar hacia donde quería ir. Las estrategias, tácticas, modelos de negocio, cambio de trabajo, etc, vendría después. Primero tienes que saber a dónde vas para meter unas cosas u otras en la maleta.
Con el tiempo, he analizado desde fuera todo lo que hice para salir del pozo en el que me encontraba. Así he podido desarrollar un método, El Método Tórcar, para que otras personas también puedan dar ese cambio de rumbo a sus vidas.
El Método Tórcar
El objetivo principal es diseñar la situación perfecta para que puedas conectar contigo mismo (suena muy místico, pero no lo es), para que puedas ver claramente quién eres y qué quieres en la vida ahora mismo. Las personas cambiamos a lo largo de la vida y con ellos nuestras motivaciones y gustos, así que abraza el método y siéntete cómodo descubriéndote a ti mismo.
1. Elígete a ti mismo
Todos tenemos responsabilidades. Repito todos. Pero otra cosa que también tenemos todos son huecos en el día. Momentos en los que puedes elegir lo que haces. Mientras vas al trabajo, mientras haces ejercicio, etc. No pasa nada si cambias Facebook o Instagram durante unos días para realmente dedicarte a ti mismo. Uno de mis favoritos es mientras me ducho. El agua caliente es un gran estimulante de la mente pues ayuda a entrar en un estado de tranquilidad y seguridad, si aún no lo has probado te lo recomiendo.
En esos huecos, elígete a ti mismo, sé egoísta. Si te lo puedes permitir, marca esos huecos en tu horario, para que nadie te moleste.
2. Diseña tu mundo
Aquí no se trata de pensar si queremos ir a un spa, a una playa paradisíaca o pasar un finde de maratón de tu serie favorita. Idealmente, ya sabrás en qué momento del día puedes ser egoísta y ELEGIRTE A TI MISMO. Ahora hay que ir un paso más allá para que esos momentos realmente sean tuyos. Para que a pesar de que lo hagas en público, como ir al trabajo en metro, tu mente no esté por completo en ese lugar, sino que esté en un camino de exploración hacia tu interior.
¿Te suena la expresión “estás en tu mundo”? Bien, pues ése es el estado que queremos conseguir. Pero queremos ir un poco más allá, queremos que nuestro mundo esté lo más aislado posible del resto. Para ello tienes que descubrir qué elemento o elementos tienes que añadir a tu momento de egoísmo para poder aislarte y concentrarte única y verdaderamente en ti mismo.
Por si estás un poco confundido o confundida, y no sabes claramente qué tienes que hacer. A continuación, te presento algunos ejemplos.
*Ejemplo #1. Piensa en una persona a la que le gusta correr y cuando corre escucha una música determinada. Una música que, por una razón u otra, le impulsa a seguir adelante a pesar del dolor en los músculos, el cansancio o la falta de oxígeno en los pulmones. A pesar de todas las señales de su cuerpo que activan esa voz que dice ¡párate, párate!, esa persona sigue adelante, incluso más rápido, porque lo que escucha ha conectado con su interior, con esa voz que grita más fuerte y que dice “sigue, corre más rápido”, esa voz que te ayuda a visualizar situaciones que aún no han sucedido, como en este caso, terminar tu carrera en menos de X minutos, o correr un tramo a una velocidad que no habías alcanzado hasta entonces. O simplemente te anima a no pararte.
*Ejemplo #2. Imagina una persona, sentada en una terraza o en el sofá de su casa. Pero su mente está volando mucho más lejos. Está pensando en sus cosas, o imaginando lo que podría o no podría haber sido, o simplemente soñando con las siguientes vacaciones. El entorno le proporciona los elementos visuales y auditivos necesarios para aislarse del mundo.
*Ejemplo #3 (mi favorito). Piensa en cualquier persona que está escuchando su música favorita. Puede ser cualquiera, las vemos por todas partes. La probabilidad de que esta persona esté en “su mundo” es muy alta. Es música que nos inspira mientras trabajamos o estudiamos, mientras nos duchamos o viajamos.
*Ejemplo #4. Una persona observa un cuadro (o una escultura, o el cartel de publicidad de la parada del bus) algo en esa imagen le hace recordar lo que hizo ayer a mediodía. Ese pensamiento le lleva a rememorar que fue lo que comió y así sigue viajando en su interior hasta que termina recordando lo mal que le habló a su madre y que además no tenía ningún motivo para hacerlo, tras lo cual la llama para pedirle perdón. Un bonito y necesario gesto que tal vez no habría sucedido sin la influencia del estímulo visual.
Espero que ahora entiendas mucho mejor el tipo de elementos/estímulos que estamos buscando.
Por si aún no caes en ningún estímulo que te pueda ayudar, aquí tienes unas pautas generales para buscarlos:
*Piensa cuando fue la última vez que te emocionaste por algo. No es necesario que llorases, pero sí que sintieras ese pellizco en el estómago, ya sea por alegría o tristeza. Una vez que lo hayas identificado, piensa qué fue lo que tocó tu fibra sentimental. Una foto, la banda sonora de una película, un recuerdo de la infancia, lo que sea.
*Igualmente sirve pensar en cuando te has sentido inspirado por algo o alguien, por ejemplo una persona que dedica su vida a salvar a los orangutanes en peligro por el comercio de la palma. Si leer este tipo de hechos te inspira, adelante, aquí tienes tu estímulo.
ÚLTIMO RECURSO: el olfato. También conocido como el sentido del recuerdo. Todo el mundo tiene alrededor múltiples fuentes aromáticas. Tan sólo tienes que probar hasta que alguna de ellas inicie el viaje hacia tu mundo.
No debemos perder de vista nuestro objetivo: encontrar estímulos externos que nos ayuden a aislarnos de nuestro entorno para concentrarnos en nosotros mismos. De esta manera podremos usarlos cada vez que queramos iniciar ese viaje de exploración hacia nuestro interior.
Llegados a este punto, deberías haber identificado:
A. El mejor momento para aislarte. B. Estímulos o elementos externos que te ayuden a meterte en “tu mundo”.
Si es así, continúa hasta el siguiente y último paso.
3. La Respuesta
Una vez que hayas conseguido aislarte y estés pensando en tus cosas debes recordar que esto es un ejercicio. Estás buscando la respuesta a la gran pregunta:
¿Qué es lo que de verdad quiero hacer en la vida?
O cualquier otra de las múltiples variantes que tiene esta pregunta. La realidad es que puede que no encuentres la respuesta, o que no haya respuesta.
No desesperes, no estás solo/a, yo no encontré respuesta a esa pregunta.
Pero lo que es seguro es que vas a encontrar muchas respuestas, si haces las preguntas adecuadas, y que esas respuestas te van a guiar por el camino que te va a ayudar a salir del estado de inmovilismo e incertidumbre en el que te encuentras.
Comienza con preguntas más genéricas y ve profundizando poco a poco con preguntas más específicas. Debes empezar por tu pasado más cercano e ir retrocediendo poco a poco hasta donde necesites llegar. Recuerda que lo que importa eres tú. Te has elegido a ti mismo. Sólo hazte preguntas relacionadas contigo mismo.
Aquí tienes una lista de algunas de las preguntas que puedes hacerte: -¿Cuándo fue la última vez que me sentí feliz? -¿Cuándo fue la última vez que me sentí útil? -¿Cuándo fue la última vez que disfruté de lo que estaba haciendo?
-Fue una sensación pasajera o duró varias horas, días,…,meses, etc. -¿Qué estaba haciendo? -¿Estaba solo/a? -¿Qué influencia tuvieron las personas a mi alrededor? -¿Cómo era mi vida en ese momento? -¿Era mi forma de vida la causa de esa sensación? - ¿He sentido esto más veces a lo largo de mi vida?
La lista es infinita pues cada persona es un mundo diferente. Lo importante es que vayas profundizando para detallar las respuestas lo máximo posible. Lo consideras necesario, apunta todas lo que vayas encontrando. Así irás creando una especie de mapa con ideas que te ayudará a retomar por donde te quedaste en la sesión anterior y a sacar ideas y conclusiones más claras.
Aquí tienes un caso real para que comprendas mejor el proceso completo.
Caso real: una amiga me contó que no le gustaba su trabajo, pero que ella había estudiado para eso. Pensaba que si cambiaba de trabajo volvería a ser igual pero con otros compañeros y un edificio diferente. Por otro lado si no hacía ese cambio natural, pasar de un trabajo a otro similar, no sabía que otra alternativa coger. Estaba perdida.
Le sugerí que siguiera mi método (en aquel momento sólo eran una serie de consejos prácticos). En su caso ella decidió dedicar su camino de ida y vuelta al trabajo para poner el método en práctica, pues tiene otras responsabilidades que le ocupan el resto del tiempo “libre”. Llenó su móvil de su música y podcasts favoritos.
A las dos semanas me comentó que se sentía un poco atascada, que no encontraba respuestas. Yo le dije que jugara con el tiempo. No te ciñas sólo a hace unos meses, vuela hasta tu infancia si lo ves necesario. El siguiente fin de semana me contó que había descubierto que el último periodo de tiempo que se sintió feliz con el trabajo y con su vida en general, fue cuando justo después de la carrera tuvo que trabajar un tiempo como camarera. Pero también me dijo que ella no quería estar trabajando de camarera toda la vida.
Mi respuesta fue: ¿Ves cómo estás avanzando? Has descubierto dos cosas: uno, cuando fue el último periodo largo en el que eras feliz con todos los aspectos de tu vida y dos, algo que no quieres hacer. Es tan importante tener claro la dirección que tomar como la que no tomar.
Le sugerí que analizase mejor ese periodo de tiempo, qué era lo que más le gustaba, con quien se juntaba en ese momento, que hacía en sus ratos libres…También le dije que buscase otros periodos en su vida en los que se hubiera sentido de manera similar. A los diez días recibí una llamada suya. Estaba muy emocionada: “Rafa esto es increíble, ¡lo encontré! Ya sé lo que quiero”.
Ella descubrió que se había sentido de forma parecida durante sus años de universidad. Lo único que compartían esos dos periodos de tiempo era su pareja. Esos dos periodos sucedieron en años diferentes, en lugares diferentes, rodeada de personas diferentes y dedicándose a tareas muy diferentes. ¿Entonces? Ella descubrió que lo que le hacía feliz era la libertad. Poder ser dueña de sus días con sus horas y minutos. Poder estar en la puerta del cole recogiendo a sus hijos a medio día, o cogerse un puente largo con su marido sin tener que pedir permiso a nadie.
Esto es sólo un ejemplo sobre una persona concreta. Ella descubrió que lo que le faltaba a su vida era salir de la monotonía impuesta por su trabajo tradicional y recuperar su libertad y su capacidad de decidir.
No encontró una respuesta clara, del tipo: tienes que dedicarte a vender periódicos, por ejemplo. Se dio cuenta de que ella necesita sentirse libre y dueña de su tiempo para ser plenamente feliz. Este fue un gran paso hacia delante en su vida.
Tras esto se sentía llena de energía y dispuesta seguir a indagando. Usó el mismo método, lo único que cambió fueron las preguntas que se hizo a sí misma, y descubrió que quería ayudar a los demás. La forma, ya la averiguaría por el camino. Poco a poco. Después de aplicar los 3 pasos del método todo era diferente para ella, ya sabía lo que le faltaba para ser feliz, y eso lo cambiaba todo.
Ahora es TU turno. Ya sabes cómo puedes descubrir qué necesitas en tu vida para ser feliz o incluso a qué dedicarte. Las respuestas son únicas e impredecibles, pero lo que sí es seguro es que las vas a encontrar.
Deja el inmovilismo y ponte a ello, el camino sólo se hace al andar, así que…¡ANDA!
Lo importante es que aproveches este método (o cualquier otro) y salgas de la situación en la que te encuentras, asi que ponte en acción.
¿Qué has descubierto al aplicar este método? ¿Crees que le falta algo? ¿Por qué no lo has llevado a cabo?
Deja un comentario, los contesto todos personalmente.
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